Entrevista coletiva com atletas da Vulkão Karatê Clube

A galera da Vulkão Karatê Clube participou do Campeonato Brasileiro de Karatê que aconteceu dos dias 11 à 15 de Outubro. O Brasileiro teve como suas categorias de luta o Kata ( sequência de movimentos) e o Kumitê (luta), trouxe atletas de diversos estados para o centro PAN-AMERICANO de Judô, em Lauro de Freitas-BA. O evento foi organizado pela CBK (Confederação Brasileira de Karatê), conta com o apoio da Sudesb e Governo do Estado.

Os atletas Laiana Santos, sub 21, 68KG, divisão de novos; Graciele Nunes, juniores, menos 48KG; Matheus de Jesus, sub 21, divisão especial, faixa verde 2; Luís Eduardo, faixa roxa, categoria sub 12, menos 50; e Elaine Mendes, master 32 à 35, contaram um pouco da experiência de participar de um campeonato em nível nacional, dos seus resultados e do que acharam sobre ter um campeonato desse nível, dentro de casa.

Resenha Na Rede: Como foi para vocês disputar um campeonato de grande porte como é o brasileiro em sua terra?

Laiana Santos: Foi muito importante disputar em minha terra, com a família do lado, com os meus amigos e sendo meu primeiro brasileiro.
Graciele Nunes: Ganhar o segundo lugar foi um momento único, é uma sensação incrível defender meu estado, as minhas raízes e ainda mais na minha terra.
Mateus de Jesus: Foi super gratificante pra mim, já havia viajado pra outro estados, e não tinha visto uma competição em nível mundial e isso foi muito bom para nosso estado.
Luís Eduardo: Fui campeão em kumite, foi um momento único, incrível e emocionante, lembro como se fosse hoje, a luta, os golpes, porque é muito emocionante quando você faz e ganha.
Elaine Mendes: Foi meu primeiro campeonato, aqui na minha terra e pra mim foi maravilhoso, meu primeiro campeonato ser aqui mesmo na Bahia, fiquei na terceira colocação no individual, segundo lugar em equipe, eu só tenho a agradecer a todos.

Resenha Na Rede: Qual a sensação de ter conquistado uma medalha nacional com a família de vocês presente no ginásio?

Luís Eduardo: Uma sensação muito boa, até com incentivo maior da família e saber que ali tem pessoas que sabem da dificuldade que você teve de chegar aonde chegou.
Elaine Mendes: Foi uma sensação maravilhosa né, o primeiro lugar não veio, mas o segundo e o terceiro vieram com sabor de primeiro, ainda mais com família, marido, filho, todo mundo torcendo, foi maravilhoso.
Mateus de Jesus: Dá muito nervosismo e ansiedade mas uma energia bem forte e é inexplicável.
Laiana Santos: Foi uma sensação ótima por ser o primeiro Brasileiro aqui na Bahia e ainda mais com sua família do lado.
Graciele Nunes: É uma sensação gratificante, ter pessoas que te apoiam, viram todas as dificuldades que você teve pra chegar ali e essas pessoas estarem presentes em um dos melhores dias de sua vida.

Resenha Na Rede: O que vocês acharam da torcida baiana presente no ginásio? Ajudou?

Laiana Santos: Não achei muito boa, deixou muito a desejar e não teve muito apoio.
Luís Eduardo: A torcida deixou a desejar por conta da competição ser muito longa.
Elaine Mendes: Competir com torcida é sempre bom e essa deixou um pouco a desejar, espero que das próximas tenha maior incentivo para os atletas.
Matheus de Jesus: Gostei, achei bom, é uma energia a mais pra nós que estamos lutando.
Graciele Nunes: Apesar da torcida ficar um pouco dividida, achei uma grande torcida, conseguiu passar positividade pra quem estava nos tatames.

Resenha Na Rede: E o trabalho da mídia com as finais sendo transmitida pela Sport tv?

Luís Eduardo: É muito bom para o crescimento do karatê.

Graciele Nunes: Um belo trabalho, uma grande visibilidade para o Karatê que entrou como esporte olímpico e estará em Tóquio em 2020.
Elaine Mendes: Foi fundamental o trabalho da mídia, um evento de grande porte sendo transmitido pelo sport TV, foi maravilhoso e só fez engrandecer o Karatê mais e mais.
Laiana Santos: Foi muito importante a transmissão, ainda mais que o esporte agora é olímpico.
Matheus de Jesus: Foi bom pra quem não pôde ir pro ginásio, acompanhar a gente em casa mesmo.

Resenha Na Rede: Depois de uma conquista dessa o que vocês  almejam no esporte até mais pro lado profissional?

Laiana Santos: Que agora as portas possam se abrir, ainda mais que é muito difícil a questão do patrocínio.
Matheus de Jesus  Manter um patrocínio pra gente estar viajando, disputando, representando nosso estado, fazendo nosso papel.
Graciele Nunes: Pretendo continuar fazendo o Karatê e competindo em competições desse nível, o porem é que são altos os gastos, precisamos manter o peso, ter os materiais em dia, ter estabilidade financeira para estar viajando e ainda não temos esse tipo de apoio.

Luís Eduardo: Almejo que as postas se abram ate mesmo na questão dos patrocínios.
Elaine Mendes: Almejo que a partir de agora as portas se abram, porque nossa maior dificuldade é competição com inscrições e campeonatos fora do estado e isso complica, que as portas se abram para patrocínios e é disse que estamos precisando.

Carol Ribeiro
Sobre Carol Ribeiro 63 Artigos
Estudante de Jornalismo (Estácio). Repórter dos esportes.

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