O Bahia é uma estrofe de “Ya no se que hacer conmigo”

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

El Cuarteto de Nos é uma banda uruguaia formada lá pelas décadas de 80. É um dos grupos mais importantes e conhecidos no nosso vizinho cisplatino. Entre seus mais de dez discos gravados, a banda lançou uma música no álbum batizado de “Raro” chamada Ya No Se Que Hacer Conmigo, que em tradução livre significa “Já não sei o que fazer comigo”. A música, que tem versão em português cantada pelos paulistano da banda Vespas Mandarinas, fala da mágoa do eu-lírico com a sua própria vida. A história da música gira em torno do cara contando que já tentou de tudo e agora não sabe mais o pra onde correr. Ele já foi ético, errático, metódico, cético, comediante, dramático…. e continua sem saber que fazer consigo. Falando em bom português, a música gira em torno de uma grande pergunta: Já tentei de tudo. Tudo. Que porra eu tento agora?! Perdoem a minha falta de puritanismo, mas essa é a grande questão.                                                         
Foi essa a situação que a diretoria do Bahia se confrontou após a queda de Preto Casagrande do comando técnico da equipe. Os nomes disponíveis no mercado pareciam não agradar a ninguém: imprensa, torcida e a própria diretoria. Mas era necessário contratar alguém para o seguimento do campeonato já que a aposta no outrora auxiliar técnico do clube não deu certo. Os nomes de Cristóvão Borges e Milton Mendes foram os primeiros soprados pelo ventilador das especulações. Cristóvão foi prontamente descartado, Milton não aceitou a proposta e surgiu, então, Carpegiani. Este último topou e assumiu a missão de responder à pergunta da diretoria. E da torcida.

O que fazer com o Bahia?

Boa sorte a quem se propõe a responder.

Vinicius Nascimento
Sobre Vinicius Nascimento 89 Artigos
Estudante de Comunicação (UFBA). Colunista e repórter da Juazeirense e Fluminense de Feira.

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