Resenha No Tatame: Visita a academia Checkmat

Foto: Osvaldo Barreto/Resenha Na Rede

“Temos que cair pra dentro. Encarar a vida e ser feliz”

Ambiente familiar e de união, essa é a sensação que se tem ao pisar no tatame da academia Checkmat localizada no Centro de Lauro de Freitas-BA. Tendo como mestre o Sensei Josman dos Anjos Ferreira ou apenas o Jojo, responsável por orientar as inúmeras crianças que fazem parte de sua equipe e transmitir ensinamentos aos mais velhos.

Foto: Osvaldo Barreto/Resenha Na Rede

Diante de um treino puxado e com muita técnica, a equipe @Resenhanarede se acomodou para acompanhar e resenhar com o Sensei Jojo em mais uma noite de “guerra”. Logo de cara o mestre explicou a mudança recente de equipe, já que eles faziam parte da Brazilian Top Team (BTT) e agora estão na Checkmat.

A gente procurou a nossa melhoria. A Checkmat é uma equipe que tem crescido muito, mas isso não quer dizer que a BTT não tenha crescido, mas em nível técnico está um pouco atrás. Além disso temos na Checkmtat um suporte em relação a materiais de treino e não existe exigências rigorosas quanto a isso.

Lauro de Freitas é uma cidade que abriga grandes equipes de Jiu-jitsu, revelando bons nomes no cenário baiano e brasileiro. Nesse contexto está inserido o faixa preta Jojo, que trilhou um longo caminho até amarrar a faixa preta que carrega na cintura há quatro anos.

Toda honra e toda glória ao meu mestre Yuri Fernandes, que começou na equipe Minotauro. Posteriormente ele foi para Combate, digo que lutei a minha vida inteira por ela e até hoje é a minha equipe de coração. Tudo que sei hoje devo aos ensinamentos do mestre Yuri e que Deus sempre abençoe ele. Tenho mais de 17 anos de Jiu-jitsu, mas fiquei quatro anos parado devido a um acidente de moto.

Todo atleta de Jiu-jitsu entra no esporte por um propósito ou estímulo, com Jojo não foi diferente. Vindo de uma época em que não havia o “boom” da arte ainda na Bahia, ele tinha como admiração a família Gracie.

Me apaixonei pelo Jiu-jitsu vendo o Vale-tudo, o MMA. Via os lutadores de Jiu-jitsu prevalendo, como Renzo Gracie, Royce Gracie, Vítor Belfort, o lendário Rickson Gracie. Era uma arte que eles não usavam da violência e dominavam o adversário. Quando comecei a dar aula era difícil, não havia credibilidade e tinha o preconceito das pessoas. As antigas equipes utilizavam o Jiu-jitsu como violência, hoje tenho alunos de todas as idades, famílias treinando, hoje a arte é sinônimo de qualidade de vida.

Salvador possui duas Federações de Jiu-jitsu atuantes, a Federação Baiana de Jiu-jitsu e MMA (FBJJMMA) e a Federação Baiana de Jiu-jitsu (FBJJ). Jojo deixa claro que seus alunos não estão impedidos de lutar em qualquer uma delas, afinal ele entende que seus alunos devem estar sempre disputando campeonatos.

Não inibo nenhum aluno meu de lutar, aqui “o filho não foge da luta”. Evito competições que não oferecem seguranças para os meus alunos, mas é importante que eles estejam lutando. Tenho uma safra boa de competidores com “Gordo”, “Sosso”, Marlon, David, os pequenininhos como Alexandre, Cauã, Ícaro, Eliseu. Várias promessas que estamos tentando lapidar para ganhar competições.

Além de preparar competidores, o sansei cumpre o seu papel de formação com os alunos. É prática na academia exigir boas notas dos alunos para continuar treinando, além de cobrar dos pais como está o comportamento dos alunos fora do tatame. A academia também apoia um projeto social Fênix, liderado por Laércio, contribuindo com tatame e kimonos.

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Osvaldo Barreto
Sobre Osvaldo Barreto 455 Artigos
Advogado. Estudante de Jornalismo (Estácio). Colunista e repórter do Esporte Clube Vitória.

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