Acabaram as Olimpíadas do Japão e agora?

O Brasil foi recorde de medalhas, a primeira foi o ouro de um nordestino e a última a prata de uma baiana. Bahia que ganhou 3 medalhas de ouro, 4 se contar o baiano e capitão da Seleção Masculina de Futebol, Daniel Alves, mas e agora? Os investimentos para o esporte no Brasil e principalmente na Bahia ficam como?

Em 10 anos o Brasil sediou 4 grandes eventos multiesportivos, Pan-Americano em 2007, jogos da CLP 2008, Jogos Mundiais Militares em 2011, Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016. Todos realizados no Rio de Janeiro, grande cartão postal do país. Mas duas perguntas pairam no ar, cadê o investimento e a valorização do esporte prometida? E porque sempre concentrar os grandes eventos internacionais em uma só cidade? As olimpíadas de Tóquio deixaram claro o potencial que o nordeste tem para o esporte, mas cadê o  interesse do governo para isso? 

Quando se trata em cidade sede, não nego que o Rio de Janeiro é o grande cartão postal, mas em um país continental como o Brasil ter eventos multiesportivos internacionais em cidade como Salvador ou Fortaleza, vai disseminar o esporte em outras regiões do país, fora do eixo sul, e atrair os holofotes do mundo para cidades que tem o turismo como grande fonte de renda. A exemplo, Austrália e Estados Unidos, dois países de proporção continental, têm como sede eventos esportivos internacionais cidades de diversas regiões.

O que impede o Brasil de sediar os jogos sul-americanos, os jogos pan-americanos, os jogos olímpicos da juventude, entre outros, em cidades fora do eixo sul?  Isso deixa claro a falta de investimento no esporte fora dessa região. Salvador é a quarta maior cidade do país, a Bahia conquistou na última olimpíada mais ouro que os países sul e centro americanos, mas não temos estrutura olímpica na cidade. O governo, em Salvador, por exemplo, mantém áreas vazias enormes e subutilizadas, como o Parque de Exposições e não investe em uma estrutura para caber o treinamento, o incentivo, a profissionalização e a realização de grandes eventos esportivos.

Os atletas brasileiros, independente da região do país, já tem grandes dificuldades para se profissionalizar, falta incentivo ao esporte, falta patrocínio, estrutura e muito mais para que esses atletas consigam chegar ao pódio. Para atletas fora do eixo sul do Brasil, essa dificuldade é ainda maior, muitos têm que mudar para cidades como Rio ou Sampa, para terem oportunidades. Sendo que grandes metrópoles fora dessa região tem total capacidade de investir nesses atletas e na estrutura necessária para o desenvolvimento deles.

O vôlei foi a modalidade olímpica mais procurada no google pelos brasileiros durante os jogos de Tóquio, mas onde em Salvador, por exemplo, temos uma arena profissional para a prática da modalidade? A Stock Car quando realizada em Salvador foi recorde de público, mas tirando o futebol, os campeonatos nacionais são concentrados também em atletas e times do sul do país. Tudo isso devido a falta de incentivo regional para os times e atletas e a falta de estrutura para a realização das competições.

Espero que o mais breve tenhamos a construção de complexos de treinamento e realização de esportes olímpicos em Salvador e em outras grandes metrópoles. E que o incentivo ao esporte, em suas mais diversas modalidades, seja realizado em todo o Brasil e em especial fora da ponte-aérea. O esporte desenvolve jovens a saírem de condições de pobreza, desenvolvem o turismo e a estrutura das cidades. Quando bem investido, o esporte é uma grande fonte de emprego, oportunidade e desenvolvimento. Até os jogos multiesportivos do nordeste e acreditem no esporte.

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