Athletico tem 48 horas para depositar 1ª parcela da negociação de Pedrinho na conta do Vitória

Foto: CBF

O Athletico-PR finalmente registrou o lateral Pedrinho no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. O atleta foi contratado pelo Athletico por R$ 8,5 milhões, com vínculo até agosto de 2026.O grande entrave da negociação é que o Vitória ainda não recebeu nenhum valor e segundo o presidente em exercício, Luiz Henrique, o caso está no Conselho Arbitral (CNRD) da CBF.

De acordo com um texto que tem circulado nas redes sociais, assinado pelo Grupo de Apoio ao Leão, com a publicação no BID, o Athletico tem 48 horas para depositar os primeiros R$3 milhões de reais, referentes a uma das parcelas. Tal informação foi confirmada ao Resenha na Rede por uma fonte ligada ao clube. Confira o texto:

O retorno da fábrica de talentos!

Está batido o martelo. O Vitória volta a se apresentar ao mercado como um grande clube formador de talentos. Com a publicação no BID do nome do lateral-esquerdo Pedrinho, 19 anos, junto ao Athletico-PR, o Leão concretiza uma negociação importante para o momento do clube e que demonstra o valor da formação de base. O clube paranaense adquiriu a joia rubro-negra por R$8,5 milhões e agora tem 48 horas para realizar o pagamento dos primeiros R$3 milhões.

Pedrinho é resultado do trabalho de uma gestão que acredita no trabalho de formação de jogadores, que, por muitas vezes, passa despercebido aos olhos do torcedor, até mesmo porque precisa maturação e prazo. Para se ter uma ideia, o Vitória possui 17 jogadores no atual elenco formados na divisão de base do clube, o que deixa claro o DNA de clube formador.

Falar da história do Vitória com atletas da base é  tratar dos bons momentos do próprio clube. A geração que explodiu em 93 e que chegou ao vice-campeonato brasileiro daquele ano tinha nomes como Dida, Rodrigo, Vampeta, Paulo Isidoro, Alex Alves. Base que colocou sete jogadores na seleção brasileira de base em 1995, sendo eles: Nilson, Fabio Costa, Dedimar, Gala, Fernando, Cristiano e Kléber. Base que continuou a revelar nos anos seguintes como Hulk, David Luiz, Felipe.

A fábrica de talentos foi criminosamente abandonada a partir de 2006, gestões se sucederam e foram responsáveis por desfazer dos ativos (jogadores) do clube e o Vitória foi se tornando um mero clube de aluguel. As receitas de vendas de jogadores foram ficando escassas e a concretização da negociação de Pedrinho mostra o caminho que o clube pode deixar o vermelho.

As experiências de mercado diferentes do caminho de formação de atletas mostram os fracassos desportivos, onde se apresentam clubes que sobem para Série A e no seguinte sofrem o rebaixamento. A situação tornou-se mais grave porque um rebaixamento provoca uma redução acentuada da receita de televisão, na qual os clubes passam a receber apenas 10% daquilo que se tinha na Série A. O Vitória foi beneficiado em 2011, tendo em vista que ainda se pagava aos clubes que sofriam o rebaixamento o valor integral da receita de televisão. Em 2018, o Vitória foi rebaixado e a gestão entregou o clube com passivo de R$180 milhões e sem nenhuma solução empresarial para reverter a situação financeira do clube. O Vitória precisa subir com sustentação técnica e econômica para se manter na Série A e tudo isso passa pela formação do clube.

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