Em qual prateleira de treinadores está o “Gordiola”?

Foto: Ponte Peta/ASCOM.

“Gordiola”, o apelido ele ganhou quando treinava a Ponte Preta (2014), mas foi no Bahia que a torcida abraçou. Nada mais do que uma mistura entre o nome, Guto Ferreira, e uma alusão ao trabalho de Pep Guardiola, considerado o melhor treinador do mundo, não podendo esquecer a forma física do treinador.

Para a história não virar folclore, foi necessário resultado dentro de campo. Como dito na gíria do futebol: a “resposta veio na bola”.

O GUTO E O “GORDIOLA” 

Curiosamente, foi na transformação de nomes na Ponte Preta que a história de Guto Ferreira começou a ganhar novos contornos. Em sua primeira passagem, chegou ao clube paulista por ter sido campeão paulista do interior pelo Mogi Mirim e na Macaca conseguiu renovar o título. Já em 2014, conquistou o seu terceiro título de campeão do interior e levou a Ponte à Série A.

Foto: Ponte Peta/ASCOM.

Na Chape Gordiola também mostrou a qualidade do seu trabalho, levou o time às quartas de final da Sul-Americana e foi campeão estadual.

Em 2017, o Gordiola começou a conquistar o Nordeste, em uma Bahia vibrante e com padrão tático bem definido, muito semelhante ao atual Ceará de Guto, ele conquistou sua primeira Copa do Nordeste. Naquele Tricolor, ele tinha três pilares no meio de campo com Renê Junior, Edson e Régis, além de Zé Rafael flutuando entre o ataque e o meio. O que se repetiu no Ceará campeão do Nordeste em 2020 com William Oliveira, Fabinho e Fernando Sobral, tendo Vina flutuando. A estratégia é bem executada também no Ceará 2021.

E A PRATELEIRA?

Desde 2012, o único ano que Gordiola não levantou uma taça foi em 2014. Ou seja, são nove anos gritando é campeão, além de cumprir missões nos times que é contratado. E porque Guto Ferreira ainda não é cantado em verso e prosa?

O Brasil vive o problema de jogadores e treinadores só terem o destaque devido quando jogam no eixo Rio-São Paulo. O fortalecimento das equipes nordestinas nos últimos anos, influenciado até mesmo pelo fortalecimento da Copa do Nordeste pode começar a mudar esse cenário. A verdade é que, ao menos no Nordeste, Gordiola foi o melhor treinador dos últimos anos.

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