

O sonho de ver as duas maiores torcidas do estado dividindo as arquibancadas na final do Campeonato Baiano de 2026 chegou ao fim. Nesta terça-feira (3), o Ministério Público da Bahia (MPBA) rejeitou oficialmente o pedido feito pelo Vitória e manteve a recomendação de torcida única para o clássico Ba-Vi deste sábado (7), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova.
A decisão da 3ª Promotoria de Justiça do Consumidor vai contra os planos do presidente rubro-negro, Fábio Mota, que havia solicitado a liberação de torcida mista alegando que, por ser uma final em jogo único, a restrição seria injusta. No entanto, o MPBA foi categórico ao afirmar que a segurança coletiva e o princípio da precaução falam mais alto.
“A Instituição ressalta que a análise sobre essa alteração deve ser pautada por critérios técnicos, priorizando a integridade física dos torcedores, trabalhadores e demais envolvidos. “, ressaltou a instituição em nota oficial.
De acordo com o BNews, o Ministério Público reforçou que a medida não é arbitrária, mas fundamentada no histórico de episódios de violência que marcam o clássico há anos. A Federação Bahiana de Futebol (FBF) já confirmou que seguirá a orientação, garantindo que apenas a torcida do Bahia — mandante do jogo por critérios técnicos/sorteio — tenha acesso ao estádio.
Desde o ano de 2017, o formato de torcida única se tornou o padrão para o maior clássico do Nordeste. Já foram realizados 31 Ba-Vis com apenas uma torcida presente. A única tentativa de retorno das duas torcidas aconteceu em 2018, no fatídico “clássico da paz” que terminou em briga generalizada e WO.
O MP alegou que, no momento, não há garantias técnicas de que um esquema especial de policiamento seria suficiente para evitar confrontos fora e dentro da Arena.