Rogério Ceni rebate críticas sobre “teto” do trabalho e defende tática após queda na Copa do Brasil

Apesar da pressão nas redes sociais e do sexto jogo sem vencer, comandante tricolor afirma que o modelo de jogo deu condições para o triunfo e explica o uso de Juba na linha defensiva
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14/05/2026 | Atualizado agora mesmo
Rogério Ceni em entrevista coletiva após jogo do Bahia
Foto: Catarina Brandão/EC Bahia

Em entrevista coletiva após a derrota por 2 a 1 para o Remo, o técnico Rogério Ceni contestou a percepção de que o desempenho do Bahia estaria estagnado. O treinador utilizou as oportunidades criadas em Belém para argumentar que o elenco ainda pode oferecer evolução. Segundo Ceni, a mudança no esquema tático permitiu ao time chances reais de sair com a classificação, embora tenha admitido que a equipe jogou no limite de suas capacidades atuais.

Fizemos a estratégia correta, e ela nos deu condições de estar na frente no placar e fazer até o 3 a 1. Pode se dizer que jogamos no limite de tudo que poderíamos fazer. Rogério Ceni

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O comandante ressaltou que, apesar da competição apresentada pelos jogadores, o time enfrenta um desequilíbrio entre a facilidade com que sofre gols e o esforço necessário para criá-los. “Fizemos a estratégia correta, e ela nos deu condições de estar na frente no placar e fazer até o 3 a 1”, afirmou o técnico, minimizando as críticas externas ao focar na análise técnica da partida.

A polêmica de Luciano Juba na zaga

O ponto mais questionado da escalação foi a utilização de Luciano Juba, artilheiro do time na temporada, como terceiro zagueiro. Ceni justificou a decisão com base em dois pilares:

  • Perfil dos Gols: O treinador ponderou que, embora artilheiro, a maioria dos gols de Juba advém de bolas paradas, como faltas e pênaltis.
  • Segurança Defensiva: A escolha visava aumentar a velocidade na cobertura para neutralizar os ataques de Jajá e Alef Manga, buscando evitar as transições que puniram o Bahia no jogo de ida, em Salvador.

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O Juba é, de fato, o artilheiro, mas os gols que ele faz são de pênalti, faltas e bolas paradas; a maioria dos seus gols é feita nessas situações. A opção por Juba na construção foi para tentar competir com David Duarte contra Alef Manga e para ter Marcos Victor contra Jajá. Acho-o muito rápido e sofremos muito com as transições no jogo passado, em Salvador“, explicou Rogério.

Para Ceni, escalar Juba na linha defensiva foi a solução encontrada para manter a qualidade na saída de bola sem precisar recorrer a três zagueiros de origem, o que permitiu liberar Iago Borduchi e Everton Ribeiro para funções mais ofensivas.

Ou jogaríamos com três zagueiros de origem, ou tentaríamos ter qualidade na saída de jogo, na qual precisaríamos quebrar essa marcação para ter espaço com Iago Borduchi no fundo. Colocamos Everton Ribeiro na última linha para ter Everaldo como ‘9’; na minha opinião, foi a melhor solução que encontramos. O modelo de jogo que utilizamos hoje nos deu toda a possibilidade de vencer; não jogamos tão bem, mas ele nos proporcionou muitas chances de gol“, finalizou.