Desfigurado por desfalques, Vitória perde para o Santos na Vila Belmiro e segue sem vencer fora de casa

Em partida marcada por erros técnicos, erro do VAR em pênalti e expulsão do camisa 9 santista por gesto obsceno, o Rubro-Negro baiano esbarra no travessão e amarga o revés por 3 a 1
Por:
30/05/2026 | Atualizado agora mesmo
Gabriel Baralhas em Santos x Vitória
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

O Esporte Clube Vitória entrou no gramado da Vila Belmiro, na noite deste sábado (30), severamente modificado devido a uma extensa lista de baixas. O técnico não pôde contar com Cacá (suspenso), Lucas Arcanjo (gripado), Aitor Cantalapiedra (assuntos particulares), Mateus Silva e Rúben Ismael (transição), além de Nathan Mendes, Anderson Pato, Riccieli, Camutanga, Edu e Dudu, todos sob os cuidados do departamento médico. Apesar de embalado pela classificação para a final da Copa do Nordeste e por um triunfo recente sobre o Internacional, o time baiano buscava quebrar o tabu de ainda não ter vencido como visitante neste Brasileirão.

A etapa inicial foi marcada por um show de erros técnicos e passes equivocados de ambos os lados. O Santos conseguiu abrir o placar aos 18 minutos, quando Miguelito recebeu com liberdade pelo meio, girou e finalizou de fora da área; a bola desviou na zaga tricolor e acabou enganando o goleiro Gabriel.

Notícias Relacionadas

O Vitória tentou responder com investidas de Renê e Zé Vitor, mas pecou severamente na pontaria. Para complicar o cenário baiano, aos 20 minutos, Caíque Gonçalves recebeu cartão amarelo, e por estar pendurado, virou desfalque para a próxima rodada. Logo em seguida, aos 26, o meia e capitão Gabriel Baralhas sentiu um desconforto e precisou ser substituído, passando a braçadeira para Erick.

O lance mais polêmico ocorreu aos 48 minutos: o árbitro aplicou cartão amarelo para Renê por simulação na área, ignorando as imagens do circuito de transmissão que mostraram de forma clara que Igor Vinícius havia pisado no atleta do Vitória dentro da área.

>>> Siga nosso perfil no Instagram. Clique aqui!

Segundo Tempo: Apagão e Vermelho para Gabigol

No retorno do intervalo, o Vitória desperdiçou duas oportunidades claras de gol com Matheuzinho, parando nas defesas do goleiro Gabriel Brazão. O castigo veio de forma rápida e implacável. Aos 8 minutos do segundo tempo, após rebote de uma falta, Gabigol inverteu a jogada, Claudinho tentou afastar de cabeça e a bola sobrou para Álvaro Barreal na linha lateral da área; o jogador dominou e soltou uma bomba para marcar um golaço e fazer 2 a 0.

Apenas dois minutos depois, aos 10, o Vitória errou na saída de bola e entregou o lance nos pés de Gabriel Bontempo. O meia acionou Miguelito, que avançou até a linha de fundo e cruzou com precisão para Gabigol escorar de cabeça na segunda trave, ampliando para 3 a 0.

A dinâmica do confronto mudou radicalmente aos 14 minutos. Após recomendação do VAR e uma revisão rápida no monitor, o árbitro desferiu o cartão vermelho direto para Gabigol por desferir um gesto obsceno em campo.

Pressão Rubro-Negra, vaia a Marinho e bola no travessão

Com a vantagem de ter um homem a mais em campo, o Vitória assumiu o controle da posse de bola, trocando passes livres no campo de ataque diante de um Santos totalmente recuado. O esforço surtiu efeito aos 29 minutos: Tarzia avançou pela ponta esquerda, foi ao fundo e cruzou na área; Renê subiu mais alto que Escobar e cabeceou no contrapé de Brazão, diminuindo o placar para 3 a 1.

A partida seguiu em clima de extrema hostilidade da torcida santista contra o atacante Marinho, do Vitória. Ex-jogador do Peixe e eleito Rei da América no clube paulista, Marinho recebeu uma chuva de vaias estrondosas de toda a Vila Belmiro a cada toque na bola.

O Leão da Barra martelou até os minutos finais e quase anotou o segundo tento aos 42 minutos. Zé Vitor levantou a bola na entrada da área e Renê emendou um lindo voleio, mas a finalização explodiu no travessão de Gabriel Brazão, que já estava batido no lance. Nos acréscimos, Luan Cândido ainda recebeu um cartão amarelo e o placar foi selado com o revés tricolor.