

A tarde deste sábado (6) entrou oficialmente para a história do Esporte Clube Vitória. Diante de um Barradão completamente lotado, a torcida rubro-negra preparou uma festa monumental com direito a bandeirão para o goleiro Lucas Arcanjo, mosaico com a frase “Os maiores” e um grande show de fogos de artifício. O clima de otimismo ganhou reforço antes mesmo do apito inicial, quando a diretoria oficializou a compra em definitivo do atacante Renê até o fim de 2029.
Quando a bola rolou, no entanto, o Fortaleza mostrou que não entregaria a taça facilmente. Embora o Vitória tenha assustado logo no primeiro minuto com Martínez, os visitantes assumiram o controle das ações aéreas. Aos 8 minutos, Vitinho chegou a balançar as redes após casquinha de Luiz Fernando, mas o gol foi anulado por impedimento. Encontrando facilidade nos lançamentos longos e cruzamentos, o Leão do Pici abriu o placar aos 27 minutos: Rodriguinho levantou na área e Luiz Fernando apareceu livre para desferir um cabeceio de manual, sem chances para Lucas Arcanjo.
O Vitória tentou responder de forma imediata. Zé Vitor cabeceou para fora após escanteio e Renê parou em defesa segura de João Ricardo. Aos 40 minutos, o clima esquentou na área técnica quando Maurício Mucuri deu uma entrada de tesoura por trás em Martínez; a comissão baiana exigiu a expulsão, mas o jogador do Fortaleza recebeu apenas o cartão amarelo. O Rubro-Negro ainda teve um gol de Renê anulado por impedimento correto e viu o próprio atacante raspar a trave nos acréscimos, descendo para os vestiários em desvantagem.
Na etapa complementar, o Vitória voltou pressionando, mas esbarrava na falta de pontaria. Aos 4 minutos, Martínez falhou na finalização após receber cruzamento na medida de Renê. Pouco depois, aos 13, o Fortaleza quase ampliou quando Vitinho ganhou de Zé Vitor e bateu rasteiro, exigindo defesa em dois tempos de Lucas Arcanjo.
Percebendo a necessidade de dar sangue novo ao setor ofensivo, o técnico Jair Ventura promoveu a entrada do meia-esquerda argentino Diego Tarzia aos 17 minutos, inflamando as arquibancadas do Barradão. O “fresco” Tarzia passou a puxar as principais descidas de velocidade do time. A insistência do abafa surtiu efeito aos 26 minutos: Erick cobrou um escanteio rasteiro inteligente e Emmanuel Martínez apareceu de surpresa na marca do pênalti para soltar uma bomba na gaveta de João Ricardo, empatando o confronto com um golaço.
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O gol deu contornos dramáticos à reta final da decisão. O Fortaleza respondeu imediatamente e, aos 30 minutos, Pochettino acertou um belo chute de fora da área, obrigando o goleiro Lucas Arcanjo a operar um verdadeiro milagre com a ponta dos dedos para espantar o perigo. O jogo seguiu tenso, com o Leão do Pici se lançando ao ataque e o Vitória tentando aproveitar os espaços de contra-ataque.
A consagração do título veio aos 45 minutos da segunda etapa com a mística da “Lei do Ex”. Martínez, o grande nome da reação rubro-negra, deu um balão preciso do campo de defesa. A bola encontrou o atacante Renato Kayzer livre, antes da linha do meio-campo, aproveitando a defesa exposta do Fortaleza. O camisa 79 conduziu com frieza e bateu cruzado na saída de João Ricardo para decretar a vitória por 2 a 1 e fechar o caixão no Barradão. Ainda houve tempo para Jamerson carimbar a trave aos 48, mas a festa já estava pronta.
Com a vitória incontestável de virada, o Esporte Clube Vitória conquistou o pentacampeonato da Copa do Nordeste, quebrando um incômodo jejum de nove anos sem levantar uma taça oficial diante do seu torcedor.