Justiça decreta prisão preventiva dos 6 suspeitos de matar torcedor da Bamor; laudo revela 9 facadas e afundamento craniano

Juiz Horácio Moraes Pinheiro considerou que o ataque não foi tumulto casual, mas uma ação premeditada com bloqueio de pista e uso de veículos
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26/08/2026 | Atualizado 2 horas atrás
homens da TUI investigados pelas mortes que ocorreram antes do Ba-Vi
Foto: Reprodução/TV Bahia

A Justiça da Bahia decretou a prisão preventiva dos seis homens presos no último domingo (23), suspeitos de participação no homicídio do segurança José Alexandre Souza Borges, de 38 anos, integrante da Torcida Organizada Bamor. A decisão foi proferida pelo juiz Horácio Moraes Pinheiro nesta terça-feira (25), após a realização da audiência de custódia do grupo, apontado como integrante da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis (TUI).

Os investigados: Caíque Santos Chaves, Guilherme Maia da Luz, Marcos Vinicius Costa Magalhães, Neithan Oliveira dos Santos, Sérgio Gabriel Reis dos Santos e Tiago Franco Barbosa Lima Silva respondem por homicídio doloso qualificado (consumado e tentado), posse ilegal de artefatos explosivos e promoção de tumulto em eventos esportivos. O crime ocorreu na Avenida 29 de Março, horas antes do clássico entre Bahia e Vitória disputado no Barradão.

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Segundo os autos do processo, a perícia médica constatou que José Alexandre foi brutalmente assassinado com nove perfurações de arma branca, sendo seis nas costas e três na cabeça, além de apresentar fratura com afundamento de crânio. Em sua decisão, o magistrado destacou que o ato não se tratou de uma briga ocasional, mas sim de uma emboscada articulada com uso de veículos para bloquear a passagem das vítimas, aproveitando a vantagem numérica para realizar o cerco.

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No momento da captura, os suspeitos portavam socos ingleses, armas brancas e explosivos artesanais, apresentando manchas de sangue nas vestimentas. O documento do Judiciário cita ainda que houve troca de tiros contra a guarnição policial durante o cerco, evidenciando a periculosidade do grupo. A defesa de Caíque Santos Chaves nega envolvimento do cliente no homicídio. O corpo do segurança foi sepultado sob forte comoção no Cemitério Bosque da Paz.