

O cenário na Casa de Apostas Arena Fonte Nova neste domingo (17) foi de absoluto descontentamento. Com o menor público da temporada, reflexo das eliminações precoces na Libertadores e na Copa do Brasil, a principal torcida organizada do Bahia comandou um protesto nos portões do estádio. Faixas com frases como “Ceni, sua teimosia está destruindo o Bahia” e “Elenco de milhões, futebol de centavos” ditavam o tom da insatisfação.
A crise institucional se reflete no calendário: com a queda para o Remo, o Bahia terá em 2026 sua temporada com menos jogos (53 ao todo) desde 2005, ano em que o clube foi rebaixado para a Série C. Durante o jogo, o silêncio da arquibancada só foi quebrado por gritos hostis, como “O terror vai começar”, após o time sofrer o primeiro gol.
A partida começou com o Bahia tentando impor ritmo, mas esbarrando na falta de pontaria. No primeiro tempo, Erick Pulga desperdiçou uma chance clara cara a cara com Weverton. Na etapa final, a tensão aumentou: aos 6 minutos, Marcos Rocha salvou o Grêmio tirando uma bola em cima da linha após dividida de Willian José. Pouco depois, o VAR anulou um possível pênalti para os baianos.
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O drama tricolor se agravou aos 16 minutos do segundo tempo, quando o jovem Viery, de 21 anos, subiu mais alto que a zaga baiana em cobrança de escanteio e abriu o placar para o Grêmio. O empate do Bahia veio aos 26 minutos, quando Rodrigo Nestor cruzou para Sanabria, que, livre de marcação, apenas empurrou para as redes. O Bahia ainda carimbou a trave com Everaldo aos 44 minutos, mas o placar de 1 a 1 persistiu até o apito final.