Fantástico exibe denúncia de tortura envolvendo presidente da Bamor, preso em Salvador

Reportagem exibida neste domingo (18) levou o caso da torcida organizada do Bahia à televisão nacional; Ministério Público denunciou dez integrantes por crimes que incluem tortura, extorsão e ameaça.
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19/10/2026 | Atualizado 6 minutos atrás

O caso envolvendo a cúpula da Bamor, torcida organizada do Esporte Clube Bahia, ganhou repercussão nacional após ser abordado pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (18). O presidente da entidade, Matheus Pires Castro, está preso preventivamente em Salvador, junto com outros integrantes da diretoria, no âmbito de uma investigação sobre denúncias de tortura praticada na sede do grupo.

As apurações apontam que duas pessoas teriam sido submetidas a sessões de violência física e psicológica em julho deste ano. Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), as agressões teriam sido usadas para forçar as vítimas a confessar supostas irregularidades relacionadas à gestão de associados da torcida.

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De acordo com a investigação, as vítimas teriam sofrido agressões com objetos como tacos de beisebol, martelo e faca, além de ameaças e outros métodos de violência. Os episódios teriam ocorrido dentro da sede da organizada, em Salvador.

Dez integrantes foram denunciados

O Ministério Público denunciou dez pessoas por suspeita de envolvimento em crimes como organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. Além do presidente Matheus Pires Castro, estão entre os denunciados o vice-presidente, Luciano da Silva Venâncio, e outros dirigentes da torcida.

Os investigados foram presos durante a Operação Inquisição, deflagrada em 28 de setembro. Todos permaneciam em prisão preventiva, conforme informações divulgadas pelas autoridades e pela imprensa.

A denúncia apresentada pelo MP-BA também inclui pedidos de condenação pelos crimes atribuídos a cada acusado e de indenização por danos materiais e morais às vítimas. O órgão solicita ainda o pagamento de R$ 2 milhões por danos morais coletivos.

Caso envolve suspeitas de punições internas

Segundo a linha de investigação, as agressões teriam sido motivadas por suspeitas de irregularidades financeiras internas. As vítimas teriam sido pressionadas a prestar esclarecimentos e admitir supostos desvios. A apuração também investiga possíveis práticas de extorsão e ameaças.

A Bamor afirmou, em posicionamento divulgado após a operação, que não compactua com condutas ilícitas e defendeu que as responsabilidades sejam apuradas individualmente, com respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência.

Os acusados ainda respondem às acusações, e a responsabilização criminal depende da tramitação do processo e de decisão judicial.

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