A Cadillac anunciou a data de inauguração de sua fábrica de unidades de potência de Fórmula 1: 18 de dezembro de 2026. A instalação, localizada em Charlotte, na Carolina do Norte, Estados Unidos, representa um passo crucial para a General Motors (GM), aprovada como fornecedora de motores da categoria a partir de 2029, em um cenário que inclui potenciais mudanças regulatórias e um início desafiador para a equipe na atual temporada.
A aprovação da General Motors pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para atuar como fornecedora de unidades de potência foi concedida em 2025. Desde então, a gigante automotiva deu início à construção de suas novas instalações dedicadas à produção de motores de F1, que se localizam na sede da montadora em Charlotte.
Mark Reuss, presidente da General Motors, confirmou a data em uma conferência no Autosport Business Exchange, em Nova York. “Vamos inaugurar nossa fábrica de motores, por assim dizer, em Charlotte, na Carolina do Norte, no dia 18 de dezembro”, declarou Reuss, acrescentando que “tudo está indo muito bem”.
A GM tem alguns anos para desenvolver sua unidade de potência, mas o momento pode não ser o mais favorável. O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, expressou o compromisso de a Fórmula 1 retornar ao uso de motores V8 até 2031, possivelmente com combustível sustentável e menor proporção de energia elétrica. Se essa mudança for implementada, a unidade da GM teria, no máximo, duas temporadas de uso, ou até mesmo apenas uma se a alteração for antecipada para 2030.
Enquanto isso, a equipe Cadillac utiliza unidades de potência da Ferrari e tem enfrentado dificuldades em sua temporada de estreia em 2026. É a única escuderia que ainda não pontuou no campeonato, e o modelo MAC-26 registrou o pior desempenho em todas as sessões de classificação nas últimas quatro etapas.
“Não estamos aqui para terminar em último, então precisamos seguir em frente e construir essa equipe, desenvolver a unidade de potência e montar o carro, como fizemos na GTP”, afirmou Reuss. Ele ressaltou a complexidade do processo na Fórmula 1, um ambiente novo para a montadora: “Leva um pouco mais de tempo aqui, porque este é um lugar onde nunca corremos. É preciso reunir as pessoas certas, com os engenheiros certos e os pilotos certos, e temos que realmente colocar esse processo em andamento; e ele é logarítmico, não linear”.
Os pilotos veteranos Sergio Pérez e Valtteri Bottas têm contribuído com experiência, apesar de estarem registrando os piores resultados de suas carreiras. Reuss elogiou a postura dos dois.
“Não dá para vencer todas as corridas – ninguém consegue vencer todas as corridas –, então, quando isso acontece, quando eles têm um dia de azar ou cometem erros, eles superam essa corrida e aperfeiçoam sua arte – seja com o carro, consigo mesmos, com sua preparação física ou o que for – e pilotam em busca dessa perfeição”, disse o presidente da GM. Ele concluiu: “Esses dois pilotos que correm por nós fazem exatamente isso e entendem muito bem o que é necessário e como funciona o processo. Para ser sincero, estou muito, muito feliz que eles sejam pacientes conosco”.





