sexta-feira, 23 de outubro de 2026
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Christian Horner: ex-chefe da Red Bull recebe ligação após 1ª vitória de motor próprio

Contato dos acionistas ocorreu 15 meses após a demissão 'abrupta e brutal' do britânico da equipe de Fórmula 1

Christian Horner, ex-chefe da equipe Red Bull Racing, durante evento de Fórmula 1
Foto: Reprodução/Motorsport.com - All - Matérias

Christian Horner, ex-chefe da equipe Red Bull Racing na Fórmula 1, revelou ter recebido um telefonema dos acionistas da Red Bull após a primeira vitória do programa de motores Red Bull Ford Powertrains. O contato veio 15 meses depois de sua demissão, que ele descreveu como ‘abrupta e brutal’.

A primeira vitória do motor Red Bull Ford Powertrains na Fórmula 1 foi conquistada por Max Verstappen no Grande Prêmio do Bahrein, realizado na Malásia, em 2026. O piloto holandês garantiu duas vitórias consecutivas uma semana depois, em Singapura.

Horner ingressou na equipe de Milton Keynes como chefe em 2005, quando a Red Bull adquiriu a equipe Jaguar. Ele foi demitido em julho de 2025 e substituído por Laurent Mekies.

O Projeto do Motor Red Bull Ford Powertrains

Durante suas duas décadas no comando, Christian Horner liderou a equipe a oito títulos de pilotos e seis de construtores. Ele também supervisionou a transição da Red Bull de cliente de motores para fabricante de unidades de potência, um movimento que se seguiu à saída da Honda da F1 no final de 2021. A Red Bull continuou a usar os motores japoneses até o ano anterior à estreia de sua própria unidade de potência, desenvolvida em parceria com a Ford, em 2026.

Em uma conferência no Autosport Business Exchange, Horner expressou seu orgulho pelo projeto do motor. ‘Conseguimos fazer isso no que diz respeito ao chassi e, então, surgiu o desafio: será que conseguiríamos fazer o mesmo com o motor?’, disse ele. ‘Precisávamos de um motor depois que a Honda anunciou sua saída em 2020. Então, criamos essa startup, a Red Bull Powertrains, com a mesma filosofia de atrair talentos, dar uma chance às pessoas, oferecer oportunidades e, em seguida, capacitá-las e incentivá-las a ultrapassar os limites. Tenho me sentido muito orgulhoso ao ver como esse motor se desenvolveu e teve um ótimo desempenho este ano’.

O reconhecimento da contribuição de Horner pela marca Red Bull foi um gesto apreciado. ‘Foi um gesto muito apreciado, ver aquele motor e saber o que foi necessário para criá-lo — você sabe, o suor e as lágrimas ao longo do caminho’, continuou o britânico. ‘Para todos os homens e mulheres envolvidos, foi uma conquista incrível, simplesmente incrível. E essa foi a 16ª tentativa deles de vencer um GP, o que é muito difícil mesmo nas melhores circunstâncias’.

O ex-chefe da equipe confirmou que não apenas os acionistas, mas também Oliver Mintzlaff, CEO da marca Red Bull, o contataram para agradecer. ‘Fiquei muito grato tanto aos acionistas que entraram em contato quanto a Oliver Mintzlaff, que também me ligou para me agradecer. Foi uma ligação bem diferente daquela que recebi dele 15 meses antes’, comparou Horner.

A Demissão e as Mudanças na Red Bull

A ligação anterior, que Christian Horner mencionou, foi a que resultou em sua demissão. Sua posição havia se tornado complexa após o falecimento do cofundador da Red Bull, Dietrich Mateschitz, no final de 2022. Horner havia perdido o apoio da equipe de Verstappen e da família Yoovidhya, acionistas majoritários da empresa.

‘Senti que as coisas estavam mudando’, explicou Horner sobre o período que antecedeu sua saída. ‘Nada permanece igual para sempre e, depois que o fundador, Dietrich Mateschitz, infelizmente faleceu no final de 2022, era inevitável que a empresa evoluísse e mudasse. Dietrich era a Red Bull, era a força por trás dela, tomava todas as grandes decisões. E, de repente, obviamente, tentar substituir alguém assim é impossível’.

Ele concluiu que a evolução da empresa levou a um esforço para centralizar mais o controle na sede, em contraste com a autonomia de que a Red Bull Racing desfrutava em Milton Keynes. ‘Era um caminho diferente daquele que, essencialmente, vínhamos trilhando, e dava para sentir que isso estava mudando. Não era uma questão de certo ou errado, era simplesmente diferente’, finalizou Horner, destacando que essa mudança de filosofia contribuiu para o fim de sua gestão.

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