O piloto britânico Lewis Hamilton, heptacampeão mundial de Fórmula 1, celebrou o anúncio do retorno da categoria ao continente africano, com Ruanda como sede a partir de 2030. Durante o Grande Prêmio dos Estados Unidos, em Austin, Texas, Hamilton também aproveitou a oportunidade para abordar questões geopolíticas globais, pedindo a libertação de nações como Congo, Sudão, Síria e Palestina.
O acordo, com duração de dez anos, marca o retorno da Fórmula 1 à África após mais de três décadas, desde o Grande Prêmio da África do Sul em 1993. Hamilton tem sido um dos principais defensores dessa volta, manifestando seu desejo publicamente desde 2022, quando a inclusão de Las Vegas no calendário foi anunciada. Ele argumentou que o continente africano merecia receber a categoria novamente.
A confirmação do retorno, divulgada na semana anterior, veio após anos de insistência de Hamilton. O piloto expressou sua satisfação com o resultado de inúmeras reuniões e conversas com o alto escalão da Fórmula 1, incluindo o CEO Stefano Domenicali, além de encontros e ligações com chefes de Estado de diversas nações africanas.
Hamilton ressaltou que a África é um lugar que merece uma corrida, não apenas por um país específico, mas pelo continente como um todo, destacando sua beleza, a riqueza cultural e o povo acolhedor. Ele acredita que o esporte pode mostrar ao mundo essa realidade, levando conhecimento a lugares pouco explorados. Diante das críticas sobre o país-sede, Hamilton pediu que a discussão fosse abordada com “humildade”.
Reflexões geopolíticas e apelos por paz
O piloto enfatizou o poder da África como potência global e a importância de se aprofundar no conhecimento sobre o continente. Hamilton lamentou que a educação na Inglaterra não abordasse a história africana e afirmou que muitos dos desafios atuais são reflexos do colonialismo e da intervenção ocidental. Ele destacou, contudo, que a África é uma região de recursos valiosos e inspiração para diversas áreas.
Hamilton manifestou a esperança de que a África se una, tornando-se uma potência imensa, apesar de reconhecer que há forças contrárias a essa união. Ele incentivou as pessoas a buscarem informações sobre a realidade do continente e os acontecimentos históricos que o moldaram, visando despertar um debate construtivo.
Para concluir suas declarações, o heptacampeão fez um apelo pela “libertação” de Congo, Sudão, Síria e Palestina, expressando o desejo de que um cenário de paz seja alcançado globalmente.





