sábado, 24 de outubro de 2026
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Verstappen e Norris criticam ondulações no Circuito das Américas

Pilotos da Fórmula 1 alertam para problemas de saúde e preveem piora com os carros de 2026 na pista de Austin.

Max Verstappen e Lando Norris conversam no paddock do Circuito das Américas, em Austin, antes do Grande Prêmio dos Estados Unidos de Fórmula 1.
Foto: Reprodução/Motorsport.com - All - Matérias

Max Verstappen e Lando Norris, pilotos da Fórmula 1, manifestaram preocupação com as condições do asfalto do Circuito das Américas, em Austin, antes do Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2026. Ambos os campeões criticaram as ondulações “inaceitáveis” da pista, alertando para impactos na saúde dos pilotos e uma possível piora com os carros da temporada de 2026.

O tetracampeão Max Verstappen já havia expressado receio com a pista após acompanhar a etapa do WEC no circuito em setembro. Ele reiterou que o problema das ondulações está “fora de controle” e não é uma questão recente.

As irregularidades são atribuídas ao solo de argila de alta plasticidade sob o circuito, comum no Texas. Esse tipo de solo sofre contração e expansão significativas com as mudanças climáticas, causando deslocamento constante e deformações no asfalto, especialmente em áreas de forte frenagem.

Antes da corrida de 2026, algumas seções foram recapeadas, como o trecho entre as Curvas 9 e 11, e reparos foram feitos entre as Curvas 12 e 19. Dois anos antes, em 2024, toda a pista havia sido recapeada.

Max Verstappen afirmou que a característica do solo não deve servir de desculpa para os organizadores. Ele defende que o problema estrutural precisa ser resolvido na base, e não apenas com reparos superficiais, que ele descreve como “curativos”.

Apesar das críticas, o piloto holandês ressaltou seu apreço pelo Circuito das Américas e pela cidade de Austin, mas reforçou que as ondulações são “inaceitáveis”.

Lando Norris compartilha preocupações com ondulações em Austin

O atual campeão Lando Norris, da McLaren, corroborou as críticas. Ele observou que, seguindo as normas atuais, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) não aprovaria uma pista com as condições de Austin para um novo circuito.

Norris detalhou a dificuldade de pilotar no circuito, mencionando a necessidade de tomar analgésicos para dor de cabeça antes de entrar na pista. Segundo ele, as ondulações causam impactos fortes na cabeça dos pilotos contra os apoios do carro, tornando a experiência desagradável.

Carros de 2026 podem agravar situação

Verstappen expressou preocupação de que os carros da Fórmula 1 de 2026, mesmo sem o efeito solo rígido dos modelos anteriores, podem agravar o desconforto. Ele explicou que as novas especificações exigem alturas de rodagem muito baixas em curvas, onde as ondulações são mais sentidas.

O piloto apontou que, nas retas, os carros se elevam, mas nos pontos de frenagem e nas curvas, o fundo do veículo tende a tocar o asfalto mais do que antes. Isso, combinado com as ondulações, cria um momento “muito estressante” e imprevisível.

Verstappen revelou que sua coluna lombar já apresenta problemas após mais de 11 temporadas na F1. Ele citou impactos de mais de 9G na coluna durante curvas em anos anteriores, descrevendo a situação como “não divertida” e um “dano adicional” dos carros recentes.

Ele enfatizou que, se as condições da pista continuarem sendo consideradas aceitáveis, os pilotos poderão sofrer consequências ainda mais graves a longo prazo.

O debate sobre as condições da pista em Austin e seus efeitos na saúde dos pilotos permanece em pauta, especialmente com a proximidade da mudança de regulamento técnico da Fórmula 1 para 2026. A situação destaca a necessidade de um olhar atento sobre a infraestrutura dos circuitos e o bem-estar dos atletas.