Sobrevivência no sufoco: Matheuzinho salva o Vitória em tarde de erros e expulsão na Arena Condá

Com um jogador a menos desde o primeiro tempo e atuação apática, Leão busca empate heróico nos acréscimos; Matheuzinho mantém 100% de aproveitamento em pênaltis
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05/04/2026 | Atualizado 2 horas atrás
Tarzia em Chapecoense x Vitória
Foto: Victor Ferreira | EC Vitória

O torcedor rubro-negro que esperava um “chocolate” nesta tarde de Domingo de Páscoa (5) acabou recebendo um teste de resistência para o coração. Em um jogo marcado por falhas individuais, uma expulsão infantil e a perda de um pilar defensivo por lesão, o Vitória buscou um empate por 1 a 1 contra a Chapecoense, em Santa Catarina, graças ao brilho solitário de sua “arma secreta”.

O filme do jogo começou parecendo promissor, mas logo degringolou. Renato Kayzer desperdiçou uma chance clara logo de cara, e o que se viu depois foi o domínio da Chape. O balde de água gelada veio no fim do primeiro tempo: Edenílson cometeu falta boba em Ytalo, que ia livre para o gol, e recebeu o cartão vermelho direto, deixando o Leão no sacrifício. Para piorar, no segundo tempo, o zagueiro Camutanga saiu de campo sem conseguir pisar no chão, acendendo o alerta médico.

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O placar foi aberto pela Chape aos 41 do segundo tempo com Neto Pessoa, após falha de posicionamento de Cacá. Parecia o fim, mas aos 44, Matheuzinho, sofreu pênalti e ele mesmo converteu com a frieza de quem não erra.

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Um Vitória perdido longe de casa

Se o resultado de 1 a 1, dadas as circunstâncias de jogar com dez homens por mais de 45 minutos, pode ser considerado “lucro”, o desempenho técnico do Vitória é preocupante. A equipe de Jair Ventura parece sofrer de uma amnésia tática quando joga longe de Salvador.

O destaque negativo absoluto vai para Anderson Pato. O atacante teve duas oportunidades de ouro para decidir o jogo: na primeira, finalizou de forma bisonha; na segunda, protagonizou um lance de puro egoísmo ao ignorar Erick livre na área e ser desarmado. A falta de tomada de decisão rápida e a nítida desorganização ofensiva mostram um time que não sabe onde quer chegar como visitante. O Vitória foi um time “temeroso”, que só reagiu quando não tinha mais nada a perder. Se não fosse a estrela de Matheuzinho e as defesas de Lucas Arcanjo, o Leão voltaria para a Bahia com uma derrota vergonhosa na bagagem.