

A Justiça do Trabalho da Bahia homologou um acordo entre o volante William Oliveira e o Esporte Clube Vitória em um processo trabalhista que tramitava na 20ª Vara do Trabalho de Salvador.
A conciliação foi firmada durante audiência realizada no dia 5 de março de 2026. Pelo acordo, o clube se comprometeu a pagar R$ 910 mil, encerrando a disputa judicial entre as partes.
O valor inclui verbas trabalhistas e honorários advocatícios. Com o cumprimento do acordo, o jogador dará quitação plena das obrigações relativas ao contrato de trabalho.
O caso ocorre dentro de um cenário mais amplo envolvendo o passivo trabalhista do Vitória.
Para evitar bloqueios judiciais rotineiros em suas contas, o clube firmou um acordo global com a Justiça do Trabalho, reunindo credores como ex-jogadores, ex-treinadores e funcionários.
Pelo modelo estabelecido no processo, o Vitória se comprometeu a pagar aproximadamente R$ 1,1 milhão por mês para a quitação dessas dívidas.
Além das parcelas mensais, o acordo também prevê o repasse de valores extraordinários sempre que novas receitas entram no caixa do clube.
Entre as condições estabelecidas estava o depósito extraordinário de cerca de R$ 6,7 milhões até o dia 31 de março.
Segundo informações discutidas no processo, porém, o clube teria realizado um repasse parcial de cerca de R$ 3 milhões, sem atingir o valor total previsto nessa condição.
Parte da expectativa para cumprir essas obrigações estava ligada a receitas provenientes da LIBRA (Liga do Futebol Brasileiro).
Em comunicação enviada ao clube, o departamento jurídico da liga informou que valores que seriam repassados ao Vitória ficaram bloqueados em razão de um processo arbitral movido pelo Flamengo, situação que também teria afetado outros clubes.
Segundo a mensagem, a arbitragem ainda está em fase inicial, com indicação de árbitros e definição do painel arbitral. A LIBRA informou ainda que negociações estão em andamento para tentar liberar ao menos parte dos valores bloqueados.
Outro ponto citado no processo envolve a antecipação de receitas vinculadas à Liga Forte União (LFU).
Em manifestação apresentada à Justiça do Trabalho, o próprio Vitória informou que a operação foi realizada como forma de reforçar o fluxo de caixa do clube em um momento de necessidade financeira.
Segundo o documento, os valores antecipados foram utilizados para despesas essenciais e obrigações rotineiras do clube, relacionadas à manutenção das atividades administrativas, operacionais e esportivas.
Por esse motivo, o clube informou que não haveria saldo disponível dessa antecipação neste momento para repasse aos credores trabalhistas.
Enquanto o clube busca reorganizar o pagamento de suas dívidas, novas ações trabalhistas continuam surgindo na Justiça.
Entre os casos citados recentemente estão processos movidos por Maycon Cleiton, Papaterra e Gustavo Mosquito, cujas ações somariam aproximadamente R$ 600 mil.
O Vitória foi procurado pela reportagem, mas não respondeu até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.