Brasil falha no 1º tempo, mas busca virada heroica contra o Japão no fim

Sano abriu o placar para os japoneses após erro de Danilo; Casemiro buscou o empate na etapa complementar e o atacante do Arsenal selou o 2 a 1 nos acréscimos
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29/06/2026 | Atualizado 1 hora atrás
Casemiro comemorando gol de empate em Brasil x Japão
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O Brasil carimbou o passaporte para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 de forma dramática no Estádio de Houston, no Texas. Na tarde desta segunda-feira (29), a Seleção Brasileira bateu o Japão de virada por 2 a 1, com o gol da vitória assinalado aos 49 minutos do segundo tempo. A vaga veio após uma partida de duas facetas, onde o fantasma da derrota no amistoso de 2025 voltou a assombrar o elenco canarinho antes da reação.

O técnico Carlo Ancelotti optou por repetir integralmente a escalação da última rodada, apostando na manutenção do entrosamento. O início de jogo deu indícios de uma blitz ofensiva, com infiltrações rápidas de Bruno Guimarães e uma finalização perigosa de Matheus Cunha aos 12 minutos. Contudo, aos 11 minutos, a arbitragem cometeu um erro de critério ao punir Sano apenas com o cartão amarelo após uma entrada violenta que flertou com o cartão vermelho direto sobre Vinicius Júnior.

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Após os 15 minutos iniciais, as engrenagens brasileiras travaram. Lucas Paquetá passou a sentir dores na região posterior da coxa e errou passes em sequência, sobrecarregando o meio-campo. O castigo veio aos 28 minutos: o lateral Danilo cometeu um erro grosseiro na saída de bola, entregando o esférico nos pés do ataque adversário; Sano aproveitou a oportunidade, avançou em velocidade e bateu cruzado da intermediária, sem chances para o goleiro Alisson, inaugurando o placar. O gol desestabilizou o Brasil, que foi para o intervalo sob intensas críticas pela posse de bola estéril.

Vini Jr. na partida Brasil x Japão na fase 16 avos da Copa do Mundo
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Mudança de postura, empate de Casemiro e iluminação de Martinelli

Ciente do cenário de eliminação precoce, Ancelotti promoveu a entrada do jovem Endrick no lugar do lesionado Paquetá logo no início da etapa complementar. A alteração injetou agressividade e profundidade ao setor ofensivo nacional. Aos 8 minutos, a defesa japonesa salvou em cima da linha um cabeceio de Casemiro. No minuto seguinte, aos 9′, o próprio volante se redimiu das falhas do primeiro tempo: Vini Jr acionou Gabriel Magalhães, que desferiu um cruzamento preciso na cabeça de Casemiro para estufar as redes e decretar o empate.

O gol inflamou o selecionado brasileiro. Aos 12 minutos, Vinicius Júnior realizou uma jogada individual histórica, limpando toda a linha de zaga japonesa e finalizando de biquinho; a bola explodiu na trave de Suzuki. O treinador italiano renovou o fôlego do ataque ao sacar Matheus Cunha para a entrada de Gabriel Martinelli aos 20′. O confronto seguiu tenso, com o Japão recuado em uma linha de cinco defensores e buscando ferir o Brasil nos contragolpes puxados por Ueda. Nos minutos finais, Casemiro sentiu dores agudas na virilha esquerda e precisou ser substituído por Fabinho.

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Quando a disputa se encaminhava inevitavelmente para a prorrogação, a estrela da comissão técnica brilhou no Texas. Aos 49 minutos, o jovem Rayan efetuou um desarme providencial no campo de ataque, costurou a jogada e serviu Bruno Guimarães. Com extrema lucidez, o volante deixou Gabriel Martinelli cara a cara com o arqueiro Suzuki; o atacante dominou com frieza e tocou com categoria no canto esquerdo, garantindo a classificação heroica e mantendo vivo o sonho do Hexacampeonato mundial.