

O futebol como conhecemos está prestes a ficar muito mais dinâmico e rigoroso. A International Board (IFAB), em assembleia realizada neste sábado (28) junto à FIFA, aprovou um pacote de mudanças drásticas nas regras do esporte. O foco central é o combate ao antijogo e a agilidade nas decisões. As novas normas estreiam na Copa do Mundo de 2026 e passam a valer para o futebol europeu e mundial a partir de 1º de junho desta temporada.
A maior novidade é a introdução de limites de tempo rígidos, com punições técnicas imediatas. Agora, o árbitro terá o poder de realizar uma contagem regressiva em lances de bola parada. De acordo com o portal ge, se um jogador demorar mais de 5 segundos para cobrar um lateral, a posse será revertida ao adversário. No caso do tiro de meta, o atraso superior a 5 segundos resultará em escanteio para o time rival, uma medida inédita para coibir a famosa “cera” dos goleiros.
O Árbitro de Vídeo (VAR) também ganha novas atribuições para evitar injustiças em lances capitais. A partir de agora, o VAR poderá interferir em marcações errôneas de escanteios e tiros de meta de forma rápida, sem que o juiz precise ir ao monitor. Além disso, o segundo cartão amarelo — que até então era “intocável” pelo vídeo — poderá ser revisado caso haja suspeita de erro grosseiro na expulsão de um atleta.
A IFAB confirmou que desenvolverá medidas para proibir que jogadores cubram a boca ao confrontar adversários. A decisão foi impulsionada pelo caso envolvendo o argentino Prestianni e o brasileiro Vini Jr na Champions League, onde houve acusação de injúria racial escondida pela mão do atleta.
>>> Siga nosso perfil no Instagram. Clique aqui!
A necessidade dessas mudanças é sustentada por dados alarmantes sobre o tempo de bola rolando. Em média, partidas de alto nível perdem entre 10 a 15 minutos apenas com cobranças de lateral e tiros de meta. Além disso, a IFAB iniciará testes para punir goleiros que simulam lesões para paralisar o jogo, uma prática que aumentou 30% nas últimas temporadas europeias em momentos de pressão dos adversários.
Sobre a questão comportamental, estudos de leitura labial em tribunais desportivos indicam que 85% das ofensas verbais e termos discriminatórios em campo ocorrem quando o infrator utiliza a mão ou a camisa para esconder a boca, dificultando a aplicação de punições por racismo, que ainda registra índices preocupantes no futebol internacional.