

O empate por 1 a 1 entre Maringá e Santa Cruz, válido pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro da Série C, acabou ficando em segundo plano por conta de uma cena bizarra e de extrema violência na noite do último sábado (23), no norte do Paraná.
O cronômetro corria no segundo tempo quando o zagueiro William Alves, do Santa Cruz, desabou no gramado sentindo fortes dores na região da coxa e solicitou a entrada da equipe de socorro médico. No momento em que os profissionais se aproximavam para prestar o atendimento básico, um dos maqueiros oficiais do estádio Willie Davids — identificado posteriormente como Lucas Catai Ribeiro Rodrigues — desferiu um chute contra o defensor, que continuava deitado no campo.
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Que absurdo foi esse que acabou de acontecer e Maringá.
— Santa Cruz Analytics (@SCFC_Analytics) May 24, 2026
O maqueiro chutou William Alves, que loucura. pic.twitter.com/Srm7jgjDM4
A agressão gratuita e covarde do funcionário gerou indignação instantânea nos jogadores e nos integrantes do banco de reservas do time pernambucano. O goleiro Thiago Coelho e o volante Pedro Favela, acompanhados por membros do corpo médico do Santa Cruz, partiram para cima do maqueiro para cobrar explicações e defender o companheiro, dando início a um empurra-empurra generalizado dentro das quatro linhas.
Para conter os ânimos e restabelecer a ordem na partida, o árbitro central Fabiano Monteiro dos Santos interveio com rapidez e aplicou o cartão vermelho direto ao funcionário do estádio, expulsando-o de campo. O juiz paulista detalhou minuciosamente o ocorrido no relatório oficial de jogo enviado à CBF, justificando que a punição se deu:
“…por chutar o pé do atleta Willian Augusto Alves Conserva, da equipe do Santa Cruz, enquanto este recebia atendimento médico.”
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e a diretoria do Maringá devem se pronunciar nos próximos dias sobre possíveis sanções administrativas e esportivas ao maqueiro agressor.