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Baralhas garante permanência do Vitória na Série A

a torcida do Vitória já havia dado o tom do que seria um jogo decisivo: corredor rubro-negro na chegada da delegação
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07/12/2025 | Atualizado em 07/12/2025
Victor Ferreira / ECV

O Barradão viveu uma tarde de tensão e euforia neste domingo. Antes mesmo do apito inicial, a torcida do Vitória já havia dado o tom do que seria um jogo decisivo: corredor rubro-negro na chegada da delegação, arquibancadas cheias e um canto ininterrupto que parecia empurrar o time em direção ao objetivo: permanecer na Série A. E o desfecho veio dos pés de um dos símbolos da reação rubro-negra na temporada: Baralhas, autor do gol que garantiu o clube na elite.

Um primeiro tempo de pressão e frustração

A etapa inicial foi um teste para os nervos da torcida. O Vitória se lançou com tudo ao ataque e acumulou 12 finalizações, enquanto o São Paulo respondeu apenas três vezes. Ainda assim, o placar insistia em não se mexer. Faltava calma, sobrava afobação, e o goleiro Rafael fazia uma de suas melhores atuações no campeonato, evitando pelo menos três chances claras do Leão.

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As mexidas de Jair Ventura

Voltando para o segundo tempo, Jair Ventura optou por aumentar a agressividade. Sacou Cantalapiedra para a entrada de Matheuzinho e substituiu o zagueiro Camutanga pelo volante Dudu. A ideia era empurrar o time para o campo ofensivo, mas a ansiedade continuava atrapalhando a tomada de decisões.

Mesmo assim, o Vitória quase abriu o placar aos 11 minutos. Erick ganhou no mano a mano, invadiu a área e finalizou cruzado. A bola passou rente à trave de Rafael, arrancando suspiros das arquibancadas.

Aos 17 minutos, veio outra aposta ousada: Raul Cáceres deixou o campo para a entrada de Fabri, deslocando Erick para atuar como ala. O Leão se expunha mais, e o São Paulo chegou perto de marcar aos 20 minutos, quando Pablo Maia finalizou de primeira e tirou tinta da trave de Thiago Couto.

O gol da permanência

Mas o roteiro reservava um momento de redenção. Aos 22 minutos, em pressão alta no campo ofensivo, Kayzer recuperou a bola e abriu para Fabri, que fez o pivô e serviu Baralhas. O volante invadiu a área e bateu firme na saída de Rafael. O Barradão explodiu. O gol da permanência estava escrito, e veio justamente de quem mais incorporou o espírito rubro-negro na reta final da campanha.

O apito final só confirmou o que a torcida já gritava das arquibancadas: o Vitória segue na Série A.

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