

A derrota por 3 a 1 para o Cruzeiro, com direito a virada no segundo tempo, reacendeu um debate entre a torcida do Vitória: o problema é físico, tático, ou os dois?
O time abriu vantagem no primeiro tempo, mas voltou do intervalo sem intensidade e sofreu três gols em menos de 51 minutos de bola rolando na etapa final. Não foi a primeira vez na temporada: jogadores como Erick, Matheuzinho, Luan Cândido, Zé Vitor, Renato Kayzer e Caíque Gonçalves têm mostrado queda de rendimento em fases finais de partida, especialmente após a pausa da Copa do Mundo.
Em entrevista após o empate anterior, com o Mirassol, o próprio técnico Jair Ventura atribuiu a queda de produção a um fator mental, citando a discrepância de desempenho entre os dois tempos. A repetição do padrão contra o Cruzeiro, porém, tem levado parte da torcida a questionar se o problema não seria também físico — os “erros finos” no fim das partidas, como perda de bola e desatenção defensiva.
Diante do cenário, duas correntes se formam entre os torcedores: uma defende que é hora de a diretoria rever a permanência de Jair Ventura e sua comissão técnica, com um novo esquema tático; outra argumenta que a solução passa por reforçar a preparação física do elenco atual, sem necessariamente trocar o comando.
Não há, até o momento, qualquer sinalização oficial do clube sobre mudança no comando técnico — a discussão, por ora, permanece no campo da repercussão e da análise, não de fato consumado.
O Vitória volta a campo no dia 7 de outubro contra a Chapecoense, no Barradão.