Santos planeja acionar o Vitória na CNRD por dívida de R$ 3,6 milhões de Lucas Braga

Clube paulista cobra duas parcelas vencidas que somam 600 mil euros; presidente rubro-negro, Fábio Mota, confirma suspensão dos pagamentos alegando que o atleta não pode mais atuar profissionalment
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21/02/2026 | Atualizado 7 horas atrás
lucas braga vitória
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

O mercado da bola deu lugar aos tribunais em um dos casos mais complexos deste início de temporada. O Santos estuda levar o Esporte Clube Vitória à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) para cobrar o montante de R$ 3,6 milhões (aproximadamente 600 mil euros) referentes a parcelas em atraso da transferência do atacante Lucas Braga. A crise financeira entre os clubes ganhou contornos dramáticos após o jogador ser reprovado em exames médicos no Fortaleza, que detectaram um problema cardíaco grave, colocando em xeque a continuidade de sua carreira no futebol.

Segundo a apuração inicial, o débito cobrado pelo Peixe refere-se a duas etapas distintas do contrato. A primeira parcela, vencida em 30 de setembro de 2025, diz respeito à aquisição dos direitos econômicos. A segunda, vencida em 7 de janeiro de 2026, é relativa a um bônus por produtividade devido à permanência do Leão na Série A. O Santos alega estar juridicamente resguardado pelo contrato de venda e já enviou notificações formais ao clube baiano. No total, a negociação foi fechada em 1,3 milhão de euros, com parcelas futuras previstas para abril e setembro deste ano.

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Do outro lado da mesa, a diretoria do Vitória adotou uma postura de enfrentamento direto. Em entrevista ao portal BNews, o presidente Fábio Mota confirmou que ordenou a interrupção imediata dos repasses ao clube santista. A argumentação do mandatário rubro-negro baseia-se na condição clínica do atleta, afirmando que, uma vez que o jogador não possui mais condições de exercer a profissão, o contrato de compra estaria comprometido. Lucas Braga teve sua rescisão com o Vitória publicada no BID na última sexta-feira, mas o imbróglio financeiro promete ser longo.

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A queda de braço coloca em evidência a fragilidade de contratos de alto valor diante de fatalidades médicas. Enquanto o Santos busca o fluxo de caixa para honrar seus compromissos, o Vitória tenta se proteger de um investimento que não terá retorno em campo. Sem um acordo amigável à vista, a decisão deve cair no colo da CNRD, órgão responsável por mediar conflitos entre clubes brasileiros, podendo resultar em sanções desportivas caso o desfecho favoreça a equipe paulista.

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