Vitória é eliminado pelo Vasco e crise se agrava: time chega ao limite na temporada

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03/09/2026 | Atualizado agora mesmo
Jair Ventura como técnico do Vitória
Jair Ventura - Técnico do Esporte Clube Vitória. | Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

A eliminação para o Vasco, no Barradão, é mais do que uma queda na Copa do Brasil: ela expõe um problema que o Vitória já vinha apresentando nas últimas partidas. O time perdeu força justamente no momento em que precisava mostrar personalidade, organização e capacidade de reação.

O próprio roteiro da partida é simbólico. O Vitória começou tentando pressionar, teve posse e criou algumas oportunidades, mas não conseguiu transformar volume em gol. Enquanto isso, o Vasco, mesmo recuado em boa parte do primeiro tempo, encontrou espaços e teve chances perigosas.

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E esse talvez seja o maior problema atual do Vitória: a equipe até consegue competir, mas não consegue ser eficiente.

Depois de ter eliminado o Athletico-PR por 4 a 0 e chegado às quartas de final com moral, o time parece ter perdido justamente aquilo que o torcedor esperava ver na sequência: regularidade.

Contra o Vasco, a situação ficou ainda mais evidente. O Vitória precisava reverter uma desvantagem de 1 a 0 e jogava diante de sua torcida. Teve um gol anulado por impedimento, tentou aumentar a pressão e Jair Ventura colocou Marinho em campo no lugar de Cacá para buscar o “tudo ou nada”.

Mas, quando precisava de uma resposta, veio o golpe.

Andrés Gómez marcou aos 35 minutos, em um lance no qual o atacante vascaíno carregou a bola, limpou Luan Cândido e bateu no canto de Lucas Arcanjo. O gol praticamente sepultou a reação rubro-negra. Nos acréscimos, Puma Rodríguez ainda marcou o segundo, transformando a eliminação em uma derrota por 2 a 0 no Barradão.

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E é impossível não fazer uma cobrança mais dura ao Vitória.

Não pelo simples fato de perder para o Vasco. Perder faz parte do futebol. O problema é a maneira como o time vem perdendo capacidade de resposta.

A equipe chega ao momento decisivo da temporada sem conseguir transmitir segurança. O ataque produz, mas finaliza pouco e mal. O meio-campo tem dificuldade para acelerar o jogo. E, quando o adversário encontra espaço, a defesa demonstra vulnerabilidade.

O lance do primeiro gol vascaíno é emblemático: Andrés Gómez percorre boa distância com a bola, enfrenta a marcação e consegue limpar Luan Cândido antes de finalizar.

Isso não é apenas uma questão de azar ou arbitragem. É uma questão de futebol.

Também seria injusto colocar toda a responsabilidade sobre Jair Ventura. O treinador tem sua parcela, e precisa ser cobrado pelas escolhas, pela organização e pela incapacidade de fazer o time reagir durante os jogos. Mas há um problema coletivo que vai além da comissão técnica.

O Vitória precisa encontrar respostas rapidamente porque, com a eliminação da Copa do Brasil, resta apenas o Campeonato Brasileiro. E o cenário exige atenção: a própria transmissão registra que o principal objetivo agora passa a ser evitar o rebaixamento.

O Vitória trocou a possibilidade de uma semifinal de Copa do Brasil pela obrigação de lutar pela permanência na Série A.

E isso muda completamente o peso das próximas partidas.

Não há mais margem para tratar cada jogo como uma oportunidade de recuperação. Agora é obrigação.

A torcida pode até compreender uma eliminação diante de um adversário tradicional. O que ela dificilmente aceitará é terminar a temporada com a sensação de que o time simplesmente perdeu o rumo.

O Vitória precisa reagir. E precisa reagir agora, antes que uma má fase se transforme em uma crise de proporções muito maiores.

Em resumo: a eliminação para o Vasco não criou a crise. Ela apenas deixou a crise impossível de esconder.