

O clima para o maior clássico do Nordeste já começou a esquentar fora das quatro linhas. Logo após garantir a classificação para a final do Campeonato Baiano neste domingo (1º), o presidente do Vitória, Fábio Mota, fez um pronunciamento à imprensa. O dirigente anunciou que irá protocolar pedidos oficiais junto aos órgãos de controle para garantir que o confronto decisivo contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, conte com a presença das duas torcidas.
O argumento central de Mota baseia-se na mudança do regulamento da Federação Baiana de Futebol (FBF) para 2026: pela primeira vez na história recente, a final será decidida em partida única.
“Pelo fato de ser apenas um Ba-Vi não é justo você ter uma única torcida assistindo o Ba-Vi. “, declarou o presidente.
Mota citou o esquema de segurança do Carnaval de Salvador como um “case de sucesso” para justificar que a Polícia Militar tem plena capacidade de garantir a paz no estádio.
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A solicitação de Fábio Mota toca em uma ferida aberta no futebol baiano que já dura quase uma década. O sistema de torcida única não é uma escolha dos clubes, mas uma imposição de segurança após episódios traumáticos:
A partir desta segunda-feira (2), o Vitória enviará ofícios ao Ministério Público (MPBA), ao Governo do Estado, à Secretaria de Segurança Pública (SSP) e ao Comando da PM. A estratégia é articular um plano de segurança especial para viabilizar a torcida mista.