Milão-Cortina 2026: Guilherme Rocha é o melhor brasileiro no biatlo no 2º dia de disputas

O 16º lugar de Guilherme Rocha foi o melhor resultado do Brasil, que teve três representantes em ação no biatlo da classe sitting
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08/03/2026
GUILHERME ROCHA - Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026
08.03.26 - GUILHERME ROCHA - Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 - Prova de Biatlon 12,5 km no Tesero Cross-Country Skiing Stadium, em Tesero, Itália. | Foto: Alessandra Cabral

Os brasileiros voltaram a competir neste domingo, 8, nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, com três atletas na prova individual do biatlo da classe sitting (atletas que competem sentados), no Tesero Cross-Country Stadium, em Val di Fiemme, nas Dolomitas italianas.

Na prova masculina de 12,5 km, o paulista Guilherme Cruz Rocha terminou na 16ª colocação, com o tempo de 42min30s9. O paraibano Robelson Lula ficou em 26º, com 48min54s9. Já na disputa feminina da mesma prova, a paulista Elena Sena foi a 11ª (54min36s8).

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A prova de 12,5 km do biatlo combina o percurso de esqui com quatro rodadas de tiro ao longo do trajeto, exigindo dos atletas controle da respiração e precisão após o esforço físico.

“Hoje, estou satisfeito com meu esqui. A questão da neve estava a mesma coisa em relação a ontem [instável, por conta do calor], um pouco melhor. Infelizmente, vacilei errando três tiros [de 20] e não fiquei entre os dez melhores, que era a meta. Eu estava bem confiante, mas vacilei na técnica na hora do tiro nas primeiras paradas. Depois, consegui me concentrar e melhorar nas duas últimas”, disse Guilherme Cruz Rocha, que na estreia, no sábado, 7, terminou na 16ª posição no sprint (7,5km).

“Na chegada eu caí, já estava cansado, exausto, com ânsia de vômito. Eu pensei em me deitar para me recuperar, mas, mesmo assim, demorou um pouco, uns cinco minutos, para voltar a me sentir bem de novo”, comentou Robelson, que no dia anterior foi o 21º no sprint.

Quem venceu a disputa masculina foi o chinês Zixu Liu (34min38s11), medalhista de bronze na mesma prova em Pequim 2022. A prata ficou com seu compatriota Zhongwu Mao (28s de diferença); o ucraniano Taras Rad, vice-campeão há quatro anos, ficou com o bronze nas Dolomitas italianas (1min19s).

A sul-coreana Yunji Kim, de apenas 19 anos, venceu a prova feminina, com o tempo de 38min00s1, desbancando grandes nomes da modalidade, como Oksana Masters, estrela dos Estados Unidos que terminou em quarto, e a chinesa Shan Yilin, campeã paralímpica em Pequim 2022, que amargou a sétima colocação. A prata foi para a alemã Anja Wicker, que cruzou a linha com tempo de 12s8 acima do de Kim; o bronze foi de Kendall Gretsch, dos Estados Unidos (36s0 acima do ouro), vice-campeã em Pequim 2022.

Elena chegou a ocupar a sexta colocação na primeira volta, mas falhou nos trechos de tiro. “Estou contente com a forma como esquiei. Deixei tudo na pista. Tentei manter o ritmo. Os tiros não foram como eu esperava. Espero ir melhor nas próximas provas.”, comentou Elena Sena.

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O Brasil participa dos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 com a maior delegação de sua história, formada por oito atletas. Elena Sena, Robelson Lula, Guilherme Cruz Rocha e a paranaense Aline Rocha, que não participou das provas do dia, competem no esqui cross-country, além do biatlo, ambas disputadas no complexo de Val di Fiemme, nas Dolomitas italianas.

O rondoniense radicado em Jundiaí (SP) Cristian Ribera e o paulista Wellington da Silva estreiam no esqui cross-country na terça-feira, 10, também em Tesero. Em Cortina d’Ampezzo estão os snowboarders gaúchos André Barbieri e Vitória Machado, que devem competir no banked slalom no sábado, 14.

A programação brasileira terá uma pausa nesta segunda-feira, 9, quando não haverá atletas do país em competição nos Jogos. As disputas para o Brasil retornam na terça-feira, 10, com as primeiras provas do esqui cross-country.