

O Brasil carimbou seu passaporte para os 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026 com uma atuação de gala e muita segurança coletiva em Nova Jersey. Vestindo uma combinação rara de camisa amarela, calção e meiões brancos — uniforme utilizado apenas dez vezes na história dos Mundiais —, a Seleção comandada por Carlo Ancelotti controlou a Escócia do início ao fim e construiu a vitória por 3 a 0 com autoridade.
O grande nome da primeira etapa foi o atacante Vinícius Júnior. Logo aos 6 minutos, após uma pressão asfixiante na saída de bola escocesa, o jovem Rayan desarmou o lateral Robertson dentro da grande área; a bola sobrou para o Camisa 7, que limpou o goleiro Gunn com categoria e empurrou para o gol aberto. Com o tento, Vini atingiu um feito inédito desde o pentacampeonato em 2002: marcou gols em todos os três primeiros jogos do Brasil em uma Copa do Mundo, igualando-se a lendas que se sagraram campeãs mundiais.
Aos 21 minutos, o atacante chegou a balançar as redes novamente após roubar a bola de Hendry e finalizar na saída do arqueiro. No entanto, após longa revisão no monitor do VAR, o árbitro anulou o lance alegando uma falta leve do brasileiro, decisão muito criticada pela equipe de análise de arbitragem da TV Globo. Sem se abalar, o Brasil ampliou aos 47 minutos: Matheus Cunha e Danilo ganharam divididas de carrinho na intermediária de ataque, Bruno Guimarães cruzou com precisão e Vini Jr., livre na segunda trave, escorou de cabeça para o fundo da rede, anotando seu quarto gol no Mundial.
Na etapa complementar, a Seleção Brasileira manteve a postura agressiva e não deu chances para qualquer reação dos europeus. Aos 14 minutos, o volante Casemiro acionou Bruno Guimarães em velocidade; o meio-campista organizou a jogada e serviu o centroavante Matheus Cunha, que infiltrou-se na área como elemento surpresa pelo lado direito e bateu cruzado, rasteiro, superando o goleiro Gunn para assinar o 3 a 0.
Atrás no placar, a Escócia tentou ameaçar em lances aéreos com McTominay, mas o goleiro Alisson realizou duas defesas espetaculares para manter a meta brasileira intacta. Com o placar amplamente controlado, as arquibancadas iniciaram um coro uníssono pedindo a entrada do principal astro do país.
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Aos 30 minutos do segundo tempo, o momento mais aguardado da noite aconteceu: Neymar entrou em campo no lugar de Matheus Cunha, sob a ovação do público. O atacante, que detém mais gols em Copas do Mundo do que todo o restante do elenco atual somado, não vestia a camisa da Seleção desde outubro de 2023, quando sofreu uma grave lesão diante do Uruguai. Antes do apito inicial, ele já havia recebido um longo abraço do ídolo Ronaldinho Gaúcho nos bastidores.
Em seus cerca de 20 minutos no gramado, Neymar arriscou finalizações defendidas por Gunn, distribuiu passes para Vini Jr. na ponta esquerda e sofreu faltas duras da marcação escocesa. A presença do craque deu ritmo ao setor ofensivo e confirmou que o Camisa 10 está oficialmente de volta e à disposição para o mata-mata.
Com o apito final, o Brasil confirmou a liderança do Grupo C com sete pontos conquistados. Agora, a delegação brasileira aguarda o encerramento das demais chaves nesta quinta-feira (25) para conhecer seu adversário na fase de 16 avos, em partida programada para a próxima segunda-feira (29), às 14h (de Brasília).