

Integrantes da presidência e da diretoria da Bamor são alvos de uma operação deflagrada na manhã desta segunda-feira (28) pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ação, feita em conjunto com órgãos da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e com as polícias Civil e Militar, cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em Salvador. Entre os alvos está também um policial militar.
As investigações apuram tortura física e psicológica dentro da sede da torcida organizada, contra pelo menos duas vítimas, em julho deste ano. Segundo o MP-BA, elas foram constrangidas a confessar supostas irregularidades mediante agressões, ameaças, sufocamento e afogamento. A tortura teria durado horas, com o uso de objetos como tacos de beisebol, martelo e faca.
Também são investigados os crimes de roubo, extorsão, ameaça e associação criminosa.
A operação é integrada com o Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), o Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e a Força Correcional Especial Integrada (Force), da Corregedoria-Geral da SSP. A Polícia Militar apoia a ação com os batalhões de Choque, Especializado de Policiamento de Eventos (Bepe) e de Operações Policiais Especiais (Bope), com o Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) e com a Corregedoria.
Até o momento, o MPBA não divulgou os nomes dos alvos, quantos mandados de prisão foram expedidos nem se houve prisões. A defesa da Bamor e dos investigados também não se manifestou.