

O técnico Rogério Ceni utilizou a entrevista coletiva pós-jogo deste domingo (17) para confrontar o clima de hostilidade que tomou conta da Arena Fonte Nova. Questionado sobre a possibilidade de entregar o cargo diante dos protestos da torcida organizada Bamor e das ameaças sofridas, Ceni foi enfático ao traçar um paralelo entre a sua carreira e qualquer outra profissão.
“Se você fosse ofendido no seu trabalho, você largaria o seu trabalho? A vida consiste muito nisso. Eu sei que eu tenho capacidade. Eu sei que os atletas acreditam em mim”, rebateu o treinador.
Ceni reforçou que seus 36 anos de carreira no futebol são pautados pela ética de trabalho e que não se sente acomodado com o momento ruim. Ele destacou que o modelo de jogo é sólido, mas que fatores como lesões e saídas de jogadores em momentos-chave têm dificultado a manutenção dos resultados.
O empate em 1 a 1 com o Grêmio fez o Bahia igualar o maior jejum de vitórias da era Ceni: sete partidas consecutivas sem triunfar. Apesar da crise de desempenho e da recente eliminação na Copa do Brasil, o Tricolor de Aço ainda ocupa a 7ª colocação na tabela do Brasileirão, com 23 pontos.
A equipe agora terá uma semana completa de treinamentos, um respiro raro na temporada, para tentar reorganizar o futebol e acalmar os ânimos da torcida antes do próximo desafio.
O Bahia volta a campo apenas na próxima segunda-feira, 25 de maio, em Curitiba.