Presidente do Vitória quer torcida mista na final do Baiano 2026

Presidente do Vitória alega que novo regulamento de "jogo único" torna injusta a presença de apenas uma torcida
Por:
01/03/2026
fábio mota
Foto: Reprodução

O clima para o maior clássico do Nordeste já começou a esquentar fora das quatro linhas. Logo após garantir a classificação para a final do Campeonato Baiano neste domingo (1º), o presidente do Vitória, Fábio Mota, fez um pronunciamento à imprensa. O dirigente anunciou que irá protocolar pedidos oficiais junto aos órgãos de controle para garantir que o confronto decisivo contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, conte com a presença das duas torcidas.

O argumento central de Mota baseia-se na mudança do regulamento da Federação Baiana de Futebol (FBF) para 2026: pela primeira vez na história recente, a final será decidida em partida única.

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“Pelo fato de ser apenas um Ba-Vi não é justo você ter uma única torcida assistindo o Ba-Vi. “, declarou o presidente.

Mota citou o esquema de segurança do Carnaval de Salvador como um “case de sucesso” para justificar que a Polícia Militar tem plena capacidade de garantir a paz no estádio.

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O histórico de sombras: de 2017 ao “Ba-Vi da Paz”

A solicitação de Fábio Mota toca em uma ferida aberta no futebol baiano que já dura quase uma década. O sistema de torcida única não é uma escolha dos clubes, mas uma imposição de segurança após episódios traumáticos:

  • O Estopim (2017): Em abril de 2017, uma briga generalizada resultou em 45 prisões e, após o jogo, um homem foi morto e outro baleado na região do Dique do Tororó.
  • A Tentativa de Retorno (2018): Após um ano de restrições, o Ministério Público deu parecer favorável à volta da torcida mista. O jogo, apelidado de “Ba-Vi da Paz” em 18 de fevereiro de 2018, tornou-se o maior vexame da história do clássico.
  • O Fim da Paz: Dentro do Barradão, uma briga generalizada entre jogadores forçou o fim da partida por WO (o Vitória teve nove expulsos/saídas). Fora dele, confrontos entre torcidas organizadas reforçaram a incapacidade de convivência pacífica na época.

A partir desta segunda-feira (2), o Vitória enviará ofícios ao Ministério Público (MPBA), ao Governo do Estado, à Secretaria de Segurança Pública (SSP) e ao Comando da PM. A estratégia é articular um plano de segurança especial para viabilizar a torcida mista.