

O Fluminense segue movimentando o mercado sul-americano em busca de soluções para o seu ataque. O nome da vez nas Laranjeiras é o do argentino Alexis Cuello, atualmente no San Lorenzo. As negociações estão em andamento, mas o clube de Almagro tem feito jogo duro, exigindo o pagamento integral da multa rescisória, fixada em 6 milhões de euros (aproximadamente R$ 37,2 milhões). A investida tricolor é uma resposta direta à carência no setor: com Germán Cano em recuperação de cirurgia no joelho, o técnico Luis Zubeldía conta apenas com John Kennedy como opção de origem para a função de centroavante.
Aos 25 anos, Cuello vive um início de temporada empolgante na Argentina, somando quatro participações em gols em apenas quatro partidas. No entanto, o retrospecto geral de sua carreira apresenta números modestos para um “camisa 9” tradicional, com 26 gols em 139 jogos profissionais. Essa baixa artilharia é explicada pela forma como o atleta foi utilizado no futebol argentino; durante a maior parte do tempo, ele atuou como segundo atacante, jogando por trás de um centroavante de ofício, e só recentemente passou a ser testado mais centralizado na área.
Especialistas que acompanham o cotidiano do San Lorenzo destacam que o valor de Cuello vai além das redes balançadas. De acordo com Juan Carlos Pellegrini, da ESPN Argentina, o jogador se destaca pela potência física e coragem:
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A chegada de Alexis Cuello é vista pela diretoria do Fluminense como uma forma de encorpar o elenco e oferecer variações táticas a Zubeldía. No entanto, a contratação do argentino não encerraria as buscas por um “matador” de peso. Cuello chegaria para disputar posição e dar fôlego ao ataque, enquanto o clube mantém o radar ligado para um titular absoluto, após a negociação com Bouanga, do Los Angeles FC, encontrar obstáculos financeiros nos Estados Unidos.