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CBF estuda implantar impedimento semiautomático no Brasileirão 2026

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou nesta quarta (25) a instalação do impedimento semiautomático na Série A 2026. O presidente Samir Xaud aprovou o projeto após testes no Paulistão 2025. A Comissão de Arbitragem negocia contrato com fornecedores globais. Cada partida custará R$ 100 mil, cinco vezes o valor do VAR atual, porém gera decisões 45 segundos mais rápidas. A CBF prevê conclusão das obras nos 20 estádios entre outubro de 2025 e março de 2026.
Por que a CBF investe no impedimento semiautomático?
A tecnologia 3D elimina linhas manuais e debates intermináveis. Doze câmeras rastreiam 29 pontos corporais de cada atleta. O software produz animação em 25 segundos e envia sinal ao árbitro de vídeo. Impedimento semiautomático surge como resposta a críticas sobre transparência. Além disso, a CBF busca alinhar o campeonato com Champions League e Premier League, elevando a imagem global do produto “Brasileirão”.
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Quanto custa o impedimento semiautomático?
Os estudos indicam investimento de R$ 100 mil por partida, cinco vezes acima do VAR atual (≈ R$ 20 mil). A conta inclui:
- Doze câmeras “sensor fusion” para mapear 29 pontos de articulação por atleta.
- Estação gráfica que gera modelo 3D em menos de 25 s.
- Equipe extra de engenharia e árbitros-AVAR.
No Campeonato Brasileiro são 380 jogos por temporada; o orçamento anual superará R$ 38 mi. A CBF quer amortizar o gasto por meio de patrocínios de tecnologia, exposição de marca nos replays e cota fixa negociada com clubes.
Prazos: da assinatura ao primeiro lance revisado
A empresa escolhida precisará de quatro a seis meses para:
- Mapear cada estádio e definir pontos de fixação das câmeras.
- Instalar fibra óptica redundante.
- Calibrar o software para condições de luz distintas.
- Treinar 64 árbitros de vídeo e 80 operadores de replay.
A comissão tentará fechar contrato até agosto de 2025. Esse calendário entregará o sistema completo no kick-off de abril de 2026.
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Logística
A Série A visita arenas modernas e estádios médios. A tecnologia exige altura mínima de câmera, luz uniforme e espaço para racks de processamento. A CBF prepara três soluções:
- Torre móvel para estádios sem anel superior.
- Gerador dedicado em praças com rede instável.
- Van de suporte para partidas fora dos grandes centros.
Ganhos esportivos e comerciais
- Revisões de impedimento cairão de 70 s para 25 s.
- A transparência melhora a percepção de justiça e reduz queixas públicas.
- Patrocinadores ganham novas inserções em animações 3D.
- Clubes aumentam o tempo útil de bola rolando, fator que interessa às TVs.
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