

O cenário político-comercial do futebol brasileiro pegou fogo nesta sexta-feira (6). Em um movimento coordenado, 18 dos 20 clubes que disputarão a Série B em 2026 publicaram um manifesto contundente contra a gestão da LFU (Liga do Futebol Forte União), agora autodenominada FFU. O grupo de clubes exige uma revisão imediata do modelo de governança, citando desde prejuízos financeiros até conflitos de interesse envolvendo a agência LiveMode e a CazéTV.
As únicas exceções ao manifesto foram Náutico e São Bernardo, que recentemente romperam com os blocos comerciais e fecharam a venda de seus direitos diretamente com a CBF. Este movimento da dupla paulista e pernambucana foi citado pelos demais clubes como um “alerta crítico” de que os ativos da Série B não estão sendo precificados corretamente pela LFU/FFU.
No documento, os clubes listam falhas graves que comprometem o planejamento para a temporada que começa em 20 de março. Confira os principais eixos da reclamação:
“O produto que oferecemos ao mercado é robusto, possui torcidas nacionais e alta competitividade, mas a atual postura da liderança trata a segunda divisão como um subproduto acessório, falhando em vender a relevância real da competição para o mercado publicitário e de mídia”, diz trecho do manifesto.
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Em nota oficial, o Condomínio Forte União rebateu as críticas ponto a ponto. Segundo a liga, os fatos narrados pelos clubes “não refletem a realidade”.
América-MG, Athletic, Atlético-GO, Avaí, Botafogo-SP, Ceará, CRB, Criciúma, Cuiabá, Fortaleza, Goiás, Juventude, Londrina, Novorizontino, Operário, Ponte Preta, Sport e Vila Nova.