Mudanças de Ancelotti funcionam, Matheus Cunha brilha e Seleção Brasileira atropela o Haiti nos EUA

Após empate na estreia, a Amarelinha se impõe com grande atuação na etapa inicial; atacante do Barça, Raphinha, sai lesionado para a entrada do garoto Rayan
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20/06/2026 | Atualizado agora mesmo
Matheus Cunha comemorando gol na Copa do Mundo. Brasil x Haiti
Foto: CBF

Pressionado pelo empate em 1 a 1 contra o Marrocos na rodada de abertura, o técnico Carlo Ancelotti mexeu na estrutura da Seleção Brasileira para o confronto decisivo desta sexta-feira (19), contra o Haiti, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Com a entrada do experiente lateral Danilo na vaga de Ibañez e a aposta no centroavante Matheus Cunha no lugar de Igor Thiago, o comandante buscou maior presença de área e agressividade na pressão alta.

A estratégia demorou cerca de 20 minutos para engrenar, exibindo um início de partida truncado e com erros de passe de Danilo e Raphinha, além de um gol corretamente anulado por impedimento do camisa 11 após assistência de Bruno Guimarães. Contudo, a postura ofensiva sufocou a saída de bola haitiana e construiu a vitória ainda no primeiro tempo. Enquanto isso, o craque Neymar seguiu fora da relação, permanecendo em Nova Jersey para dar continuidade ao seu tratamento de recuperação física.

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O massacre no primeiro tempo: O brilho de Cunha e Vini Jr.

O placar foi inaugurado aos 22 minutos da etapa inicial em um lance de pura persistência. Matheus Cunha iniciou a jogada ao roubar a bola no meio-campo e acionar Bruno Guimarães, que encontrou Vinicius Junior na grande área. O goleiro Placide espalmou o chute de Vini, mas o zagueiro Delcroix, na tentativa de afastar o perigo, chutou a bola em cima de Matheus Cunha, que viu a bola morrer no fundo das redes em um gol chorado.

Aos 35 minutos, a pressão alta funcionou novamente. Lucas Paquetá desarmou Casimir no setor intermediário e acionou Vini Jr., que enxergou a infiltração de Matheus Cunha. O camisa 9 dominou e soltou uma bomba de pé esquerdo, sem chances para o arqueiro, ampliando a vantagem nacional.

Pouco depois, aos 38, Raphinha sentiu dores nos pés e pediu substituição, dando lugar ao jovem Rayan. Nos acréscimos, aos 47 minutos, a goleada foi consolidada: Lucas Paquetá desferiu um lançamento primoroso, Vinicius Junior usou sua velocidade característica, driblou a marcação e tocou com extrema categoria na saída de Placide para decretar o 3 a 0.

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Administração da vantagem, substituições e brilho de Alisson

Na etapa complementar, o Brasil diminuiu o ritmo intenso e passou a administrar o resultado, encontrando espaço para testar peças do elenco. O técnico Carlo Ancelotti promoveu as entradas das promessas Endrick e Gabriel Martinelli nas vagas de Matheus Cunha e Lucas Paquetá. Aos 22 minutos, o travessão impediu um golaço de Martinelli após assistência de calcanhar de Vini Jr., mas a jogada já havia sido paralisada por impedimento do camisa 7. Endrick também balançou as redes aos 32, mas o grito de gol foi travado pela arbitragem devido à posição irregular do atacante.

Na reta final, as modificações continuaram com as entradas de Danilo Santos e Éderson nos lugares de Vini Jr. e Bruno Guimarães. O Haiti tentou se lançar ao ataque e levou perigo em duas oportunidades criadas por Bellegarde e Simon, exigindo duas grandes defesas difíceis do goleiro Alisson, que garantiu a manutenção do placar zerado na defesa e carimbou os três pontos fundamentais para o Brasil na tabela de classificação do Mundial.