

O clima de indignação tomou conta dos bastidores do Estádio Manoel Barradas após a derrota por 4 a 0 do Esporte Clube Vitória para o Palmeiras, na noite desta quarta-feira (29). Em forma de protesto contundente contra as decisões da arbitragem liderada por Alex Gomes Stefano e pelo árbitro de vídeo Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira, o clube baiano cancelou a entrevista coletiva do técnico Jair Ventura e proibiu a passagem dos jogadores pela zona mista.
A insatisfação ganhou voz através do presidente Fábio Mota, que realizou um pronunciamento à imprensa logo após o término da partida. O dirigente centrou as críticas na não expulsão de Maurício após cotovelada que causou um corte com cinco pontos de sutura no queixo do zagueiro Cacá, além das expulsões sequenciais de Cacá e Luan Cândido minutos depois.
“Ainda bem que o Brasil viu o jogo. O Cacá levou cinco pontos no queixo. Não foi por acaso. O que os jogadores relataram foi que o árbitro disse que não foi intencional. Intencional ou não, foram cinco pontos. Isso desequilibrou a partida completamente. Não quero me vitimizar, mas é difícil fazer futebol no Nordeste. Você tem investimento menor, viaja mais e passa por esse tipo de coisa”, declarou Mota.

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Em nota oficial divulgada em seus canais de comunicação, o Vitória reforçou o repúdio à condução do apito e confirmou que protocolará uma representação formal junto à Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para contestar as decisões tomadas em campo.
De acordo com o comunicado, a omissão do VAR ao não recomendar a revisão da cotovelada sofrida por Cacá interferiu diretamente no desfecho e no placar do confronto, reiterando o compromisso da instituição em seguir exigindo respeito e isonomia no Campeonato Brasileiro.
“O Esporte Clube Vitória vem a público manifestar sua absoluta indignação e revolta com a atuação da equipe de arbitragem na partida desta quarta (29), contra o Palmeiras, no Barradão, especialmente do árbitro de campo, Sr. Alex Gomes Stefano, e do árbitro de vídeo, Sr. Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira.
Aos 25 minutos do primeiro tempo, o atleta Maurício, do Palmeiras, desferiu uma cotovelada no queixo do zagueiro Cacá, em um lance claro de agressão. A gravidade da ação resultou em um corte que exigiu a aplicação de cinco pontos em nosso atleta. Ainda assim, mesmo diante da evidência do lance, a arbitragem optou por não expulsar o atleta, além disso, o árbitro de vídeo não recomendou a revisão do lance. Tal decisão da arbitragem teve impacto direto no andamento da partida e em seus desdobramentos.
Diante da gravidade dos acontecimentos, o Esporte Clube Vitória informa que formalizará representação junto à Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
O Esporte Clube Vitória seguirá defendendo seus interesses e os de sua torcida, exigindo respeito dentro e fora das quatro linhas”, escreveu o Vitória em nota oficial.