Alonso critica ‘nível muito baixo’ de pilotos do fim do grid da F1
Espanhol da Aston Martin foi atingido por Alex Albon no GP dos EUA e teve carro danificado
Resumo da notícia
- Fernando Alonso, piloto da Aston Martin, criticou o “nível muito baixo” dos competidores que largam nas últimas posições do grid da Fórmula 1.
- No início da prova em Austin, Alonso perdeu uma posição, caindo para 12º.
- O piloto da Aston Martin descreveu a extensão dos estragos: “O carro está destruído, vi no parque fechado.
- Para Alonso, a colisão não só custou pontos importantes, mas também impediu a Aston Martin de diminuir a diferença para a Williams no Mundial de Construtores.
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Fernando Alonso, piloto da Aston Martin, criticou o “nível muito baixo” dos competidores que largam nas últimas posições do grid da Fórmula 1. A declaração foi feita após o Grande Prêmio dos Estados Unidos, em Austin, onde o espanhol teve seu carro danificado em uma colisão com Alex Albon, da Williams, na primeira volta da corrida em 28 de outubro de 2026.
No início da prova em Austin, Alonso perdeu uma posição, caindo para 12º. Alex Albon, por sua vez, fez uma boa largada e se aproximou do espanhol. Na Curva 11, enquanto Alonso tentava atacar os carros da Haas à sua frente, Albon optou por uma trajetória similar, e a roda dianteira direita do piloto da Williams colidiu com a lateral da Aston Martin de Alonso.
O impacto empurrou Fernando Alonso para fora da pista, fazendo-o perder mais quatro posições. O mais significativo, porém, foram os danos sofridos por seu carro no incidente. “Fui atingido por Alex na Curva 11. Esse foi o dano mais grave. Penso que perdemos meio segundo ou até mais”, afirmou Alonso ao final da corrida.
O piloto da Aston Martin descreveu a extensão dos estragos: “O carro está destruído, vi no parque fechado. Metade do assoalho já não existe. Não sei como conseguimos continuar e ainda assim sermos bastante competitivos.” Ele lamentou a perda de desempenho: “Imagino que, se o carro estivesse intacto, hoje teríamos tido boas chances de pontuar, porque estávamos em 12º com um carro ao qual faltava metade do assoalho.”
Com o AMR26 difícil de guiar, Alonso chegou a considerar abandonar a corrida, sentindo que o carro perdia mais peças. No entanto, a equipe trocou a asa dianteira, permitindo que ele voltasse à pista. “Obviamente, nas últimas 15 voltas da corrida, o carro virava bastante para a direita, mas não para a esquerda. Queríamos, ainda assim, chegar até o fim e recolher mais alguns dados”, explicou o bicampeão mundial.
Para Alonso, a colisão não só custou pontos importantes, mas também impediu a Aston Martin de diminuir a diferença para a Williams no Mundial de Construtores. “Hoje poderíamos ter conquistado pontos e talvez termos nos aproximado da Williams no Mundial de Construtores. Mas eles garantiram que não tivéssemos qualquer possibilidade”, disparou.
O espanhol reiterou sua crítica ao pelotão de trás da Fórmula 1. “Penso que, quando se larga das posições de trás, há sempre esse risco. Acho que o nível dos pilotos na parte de baixo do grid é muito baixo, como vimos hoje com o Alex. Por isso, penso que temos de melhorar o carro e largar um pouco mais à frente”, concluiu Fernando Alonso, destacando a necessidade de aprimorar o desempenho de seu carro para evitar futuros incidentes semelhantes.




