quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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Fernando Alonso reitera críticas a padrões de pilotagem no fundo do grid da F1

Bicampeão questiona como equipes aceitam danos recorrentes em carros sob o teto de gastos da Fórmula 1.

2 min de leitura
Fernando Alonso, piloto da Aston Martin, em coletiva de imprensa da Fórmula 1, discute padrões de pilotagem
Foto: Reprodução/Motorsport.com - All - Matérias

Fernando Alonso, piloto da Aston Martin e bicampeão mundial de Fórmula 1, reafirmou suas críticas aos padrões de pilotagem observados no fundo do grid da categoria. O espanhol questionou a aceitação de danos recorrentes por algumas equipes, especialmente diante das restrições impostas pelo teto de gastos.

A declaração foi feita durante o dia de mídia na Cidade do México, após o incidente com Alexander Albon, da Williams, no Grande Prêmio dos Estados Unidos. No Circuito das Américas, Alonso foi atingido na primeira volta da corrida, o que, segundo Mike Krack, diretor de pista da Aston Martin, resultou em uma perda significativa de downforce para seu carro.

Após a corrida em Austin, Fernando Alonso expressou sua frustração. “Quando você larga lá atrás, sempre existe esse risco. Acho que a qualidade dos pilotos no terço inferior do grid é muito baixa, como vimos hoje com o Alex”, afirmou o piloto, acrescentando que a equipe precisava melhorar o carro para largar em posições mais avançadas.

Embora o comentário inicial pudesse parecer feito “no calor do momento”, Alonso deixou claro na Cidade do México que mantinha suas palavras. “Não tenho um número específico, mas acho que todos sabemos de quem estamos falando e quem se sentiu atingido por esse comentário. Isso diz tudo”, explicou.

O bicampeão descreveu o toque com Alexander Albon como um “erro desnecessário” e expressou dificuldade em entender a oportunidade que o piloto da Williams teria visto. Ele também mencionou que a situação não era exclusiva de Austin, mas algo que vinha observando “durante toda a temporada” na parte de trás do pelotão.

Questionado se os padrões de pilotagem haviam se deteriorado, Fernando Alonso respondeu que a situação permanece “igual ao longo dos anos”. Ele reconheceu que carros no final do grid são mais difíceis de pilotar, com menos aderência, o que pode levar a mais erros.

No entanto, Alonso enfatizou que muitos incidentes são evitáveis. “Sinto que todos os incidentes na primeira volta, todos os toques, todas as asas dianteiras voando por aí, todo esse tipo de coisa não são necessários. Especialmente se você está lutando por nada no final do grid”, declarou.

Ele conectou a questão ao teto de gastos, mas com uma ressalva. “Há também o teto de gastos contribuindo para esse problema, mas se as equipes estão satisfeitas com o teto de gastos e quebrando coisas a cada corrida, tudo bem para elas”, disse. Esta observação é relevante, pois James Vowles, chefe de equipe da Williams, tem pedido revisões no teto de gastos. Fernando Alonso sugere que evitar danos também é uma solução.

O piloto da Aston Martin afirmou que a responsabilidade não recai sobre os comissários, a menos que haja algo “claramente inseguro”. Para Alonso, a questão é sobre a ambição dos próprios pilotos. “É apenas uma questão da ambição que esses pilotos têm, do que eles querem para o futuro. Se eles querem permanecer na F1 por mais tempo, se querem ter a oportunidade de entrar em uma equipe maior, ou se estão satisfeitos em bater”, concluiu Fernando Alonso.