quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Alonso e Verstappen explicam conexão de Ayrton Senna com o público brasileiro

Espanhol e holandês destacam carisma e personalidade do tricampeão em comparação com Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi.

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Fernando Alonso e Max Verstappen em coletiva de imprensa durante o Grande Prêmio de São Paulo da Fórmula 1
Foto: Reprodução/Motorsport.com - All - Matérias

Fernando Alonso e Max Verstappen, bicampeão mundial e piloto da Red Bull, respectivamente, analisaram a forte conexão de Ayrton Senna com o público brasileiro. Durante a coletiva de imprensa que antecede o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, os pilotos explicaram por que o tricampeão mundial conquistou tamanha identificação, mesmo em um país que também revelou outros nomes de peso como Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi.

O espanhol Fernando Alonso apontou o carisma e a personalidade de Senna como elementos cruciais para a dimensão de seu legado. "Ayrton tinha mais carisma, personalidade. Talvez tivesse algo diferente dos outros campeões, não apenas pelas vitórias, porque todos eles conquistaram muito. Nelson também foi tricampeão mundial. Mas Ayrton se conectava mais com as pessoas", declarou Alonso, após ser questionado.

Para Alonso, essa capacidade de estabelecer uma relação próxima com os fãs era uma característica natural de Senna. Ele destacou que tal conexão não pode ser fabricada ou reproduzida apenas pelo esforço de um piloto em busca de popularidade. "Ou você tem isso ou não tem. Pode tentar o quanto quiser se conectar com as pessoas e, às vezes, não consegue, porque não está sendo natural, não está sendo você mesmo. Acho que Ayrton não precisava disso. Provavelmente essa é a diferença", explicou.

Max Verstappen concordou com a análise do bicampeão e observou as personalidades distintas dos três ídolos brasileiros. O holandês também mencionou que o fato de Senna ser natural de São Paulo contribui para a intensidade das homenagens que o tricampeão recebe em Interlagos. "Os três tinham personalidades muito diferentes. Todos conquistaram muito no esporte. Naturalmente, Ayrton também era de São Paulo, então acho normal que o apoio aqui seja um pouco maior", comentou.

O piloto da Red Bull, no entanto, ressaltou que a conexão com o público não é uma prioridade universal para todos os competidores. Comparando sua própria abordagem com a de Senna, Verstappen afirmou que seu foco principal sempre foi o desempenho nas pistas e as vitórias. "Vou ser sincero: eu também não me importo muito com isso, porque gosto de vencer. Estou aqui para vencer. Esse é meu sonho desde criança. Quando olho para minha carreira, o que importa é vencer o máximo de corridas possível, não criar uma conexão com todo mundo. Isso é legal, é um bônus, mas meu trabalho é vencer", declarou.

Verstappen ainda apontou a morte de Senna, ocorrida em 1994, como um fator que influenciou a consolidação de seu legado. Apesar disso, ele fez questão de reconhecer o brasileiro como um dos maiores nomes da história da categoria. "Também existe a história triste de que ele faleceu. E provavelmente, por causa disso, o carinho e o legado começaram a crescer mais cedo, infelizmente. Ele foi um dos melhores pilotos de todos os tempos? 100%. Acho muito bonito ver como as pessoas se lembram dele e o quanto significou para os brasileiros", afirmou.

Por outro lado, Fernando Alonso fez questão de frisar que o reconhecimento do automobilismo brasileiro no cenário internacional não se limita a Senna. O espanhol revelou que Emerson Fittipaldi também desfruta de grande popularidade em seu país, a ponto de seu sobrenome ter se transformado em uma expressão associada à velocidade. "Na Espanha, Emerson é bastante popular porque costumávamos dizer, quando alguém ia muito rápido para algum lugar: ‘Aonde você vai, Fittipaldi?’. Então Fittipaldi sempre foi muito conhecido na Espanha", contou.

Ao final de sua análise, Max Verstappen defendeu a valorização das conquistas de todos os três campeões brasileiros, destacando a importância de seus feitos para as gerações futuras. "O Brasil teve muitos grandes pilotos. É muito bom homenagear todos, respeitar todos e olhar para trás com orgulho pelo que conquistaram no esporte. Eles inspiraram muitos jovens pilotos e acredito que continuam inspirando até hoje", concluiu.