quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Hamilton concorda que Leclerc disputa mais duro com ele que com rivais

Heptacampeão ainda cobra conversas internas na Ferrari após incidente no GP do México de Fórmula 1.

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Lewis Hamilton e Charles Leclerc disputam posição na pista durante o Grande Prêmio do México de Fórmula 1
Foto: Reprodução/Motorsport.com - All - Matérias

O piloto heptacampeão mundial Lewis Hamilton afirmou que concorda com a percepção de analistas e fãs de que Charles Leclerc, seu companheiro de equipe na Ferrari, adota uma postura mais agressiva nas disputas de pista contra ele do que contra pilotos de equipes adversárias. A declaração foi feita uma semana após uma polêmica envolvendo os dois no Grande Prêmio do México de Fórmula 1, onde um embate custou à escuderia italiana uma possível dobradinha.

Durante a primeira volta da corrida no México, Hamilton e Leclerc travaram um duelo intenso que resultou na saída de ambos da pista na Curva 4. O incidente abriu caminho para Max Verstappen, da Red Bull, conquistar a vitória. Charles Leclerc, que permaneceu à frente após cortar a pista, recebeu uma penalidade de cinco segundos por obter uma vantagem duradoura, uma decisão que Lewis Hamilton considerou branda.

A briga no México intensificou discussões sobre o estilo de pilotagem de Leclerc. Hamilton notou uma diferença no comportamento do monegasco em comparação com outras situações. “Sim. Eu vejo o que vocês veem”, disse o heptacampeão. Ele citou o GP de Singapura, onde Leclerc, apesar de ter a liderança na Curva 1, aliviou a disputa com Max Verstappen. Em contraste, no GP dos Estados Unidos, Charles Leclerc disputou vigorosamente com o holandês nos Esses de COTA, realizando uma ultrapassagem por fora. Hamilton também observou que esse padrão de disputas mais duras com companheiros de equipe já havia sido visto com Sebastian Vettel e Carlos Sainz.

Lewis Hamilton expressou frustração com a situação e exigiu conversas internas para definir as regras de disputa da Ferrari, alertando para “grandes problemas” se a questão não for resolvida. O chefe de equipe, Fred Vasseur, teve breves conversas separadas com os pilotos após o GP do México, sentindo uma falta de respeito pelo trabalho dos 2 mil funcionários da equipe. No entanto, Hamilton ressaltou que mais discussões são necessárias, especialmente porque Vasseur viajou para a Europa e Leclerc passou tempo com a família.

“Naturalmente, eu estava frustrado, e ainda estou frustrado”, declarou Hamilton. “Então, conversas precisam acontecer. Nós as teremos quando o tempo permitir.” Ele lamentou a oportunidade perdida de uma dobradinha, destacando o esforço da equipe em trazer melhorias e a performance recente da Ferrari, que somou mais pontos que qualquer outra equipe nas últimas corridas. “Poderíamos facilmente ter conseguido uma dobradinha, então definitivamente temos que trabalhar para garantir que isso não aconteça novamente”, completou.

Lewis Hamilton também foi criticado por pressionar publicamente por uma punição mais severa a Leclerc. Em resposta, o piloto de 41 anos afirmou que “não serei silenciado”. Ele defendeu sua transparência e autenticidade, rebatendo a ideia de que suas declarações são calculadas. “Quando você está na corrida, sua frequência cardíaca fica em torno de 170. Você está dirigindo a 300 km por hora. Você não tem tempo para calcular o que está dizendo”, explicou. Ele reafirmou que não se arrepende de suas palavras e que nunca se desculpará por ser genuíno.

A necessidade de conversas internas na Ferrari se mantém como um ponto crucial para a equipe, visando alinhar a conduta dos pilotos na pista e evitar que incidentes como o do México comprometam o desempenho geral e as chances de vitórias futuras.