Jack Miller protesta contra equipe Pramac Yamaha por moto não preparada na MotoGP
Piloto australiano fez aposta arriscada de troca de moto, mas falha de comunicação impediu retorno à corrida sprint do GP da Malásia.
Resumo da notícia
- O piloto australiano Jack Miller expressou sua revolta com a equipe Pramac Yamaha durante a corrida sprint do Grande Prêmio da Malásia de MotoGP.
- As câmeras de televisão registraram o momento em que Miller gesticulava e elevava a voz em direção aos membros de sua equipe, incluindo o chefe de equipe Giacomo Guidotti.
- A decisão de entrar nos boxes foi, segundo Miller, inteiramente sua.
- Miller afirmou ter se acalmado rapidamente e esclarecido a situação com seu chefe de equipe.
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O piloto australiano Jack Miller expressou sua revolta com a equipe Pramac Yamaha durante a corrida sprint do Grande Prêmio da Malásia de MotoGP. A frustração surgiu após Miller entrar nos boxes para uma troca de moto em busca de pneus de chuva, mas encontrar o veículo reserva despreparado para uso imediato, impedindo seu retorno à pista.
As câmeras de televisão registraram o momento em que Miller gesticulava e elevava a voz em direção aos membros de sua equipe, incluindo o chefe de equipe Giacomo Guidotti. A situação ocorreu após a aposta do piloto em trocar de moto sob um céu nublado não ter o resultado esperado.
Miller descreveu o ocorrido como uma “falha de comunicação”. Ele chegou ao seu box ao final da segunda volta, mas a segunda moto não estava pronta. O tempo perdido e a paciência esgotada, somados ao fato de já estar em uma posição desfavorável, o fizeram não voltar à corrida.
O piloto explicou o diálogo pré-corrida: “Conversei com o Giacomo antes da corrida e disse: ‘Deixe a moto pronta’. Na minha cabeça, isso significava: ‘Deixe a moto pronta imediatamente’. Na cabeça dele, significava algo como quatro ou cinco voltas. Então, foi um mal-entendido. E sim, infelizmente hoje parecemos uns idiotas”, afirmou Miller, lamentando a situação.
A decisão de entrar nos boxes foi, segundo Miller, inteiramente sua. “A culpa foi minha. Tive cinco, seis gotas [na viseira nas curvas] 7 e 8, e depois na 9, 10… e pensei: ‘Certo, a próxima volta vai estar molhada’”, detalhou o australiano sobre sua percepção de que a chuva se intensificaria.
Ele justificou a aposta com base na experiência local: “Aqui na Malásia, geralmente as curvas 7, 8, 9 e 10 são sempre os primeiros pontos. A chuva sempre vem daquela direção e, como eu disse, eu já tinha visto cinco ou seis gotas nas curvas 7 e 8”. Apesar da percepção, a moto não estava pronta.
“É, entrei cedo. Quer dizer, caramba, estávamos na 17ª ou 18ª posição. Então, era improvável que conseguíssemos pontos. Entrei nos boxes, mas, sim, infelizmente a moto não estava pronta”, disse Miller. Ele pensou que apenas os aquecedores de pneu precisariam ser removidos, mas percebeu que o pneu sequer havia sido trocado, indicando o fim de sua corrida.
Miller afirmou ter se acalmado rapidamente e esclarecido a situação com seu chefe de equipe. “Pedi desculpas pela minha reação, mas, quer dizer, naquele momento, quando você chega, ainda está na corrida”, explicou. Ele defendeu que não tomaria tal decisão se não a considerasse válida para buscar um resultado.
No final, a troca de moto não teria sido a escolha correta. Outros pilotos que tentaram a mesma estratégia, com pouco a perder, também não foram beneficiados, pois a chuva não se intensificou o suficiente para justificar o uso de pneus de pista molhada.
“Na minha cabeça, achei que tinha uma chance de vencer naquele momento, por causa do momento certo e tudo mais”, declarou Jack Miller. Ele concluiu que, apesar da chuva só ter caído após a bandeirada final, a tentativa valeu a pena, considerando que já estava nas posições 17ª e 18ª.




