sábado, 7 de novembro de 2026
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Haas explica escolha de Rafael Câmara para GP de São Paulo

Chefe da equipe, Ayao Komatsu, detalha o 'profissionalismo' como fator decisivo para a estreia do brasileiro na Fórmula 1.

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Rafael Câmara em ação durante testes com carro de Fórmula 1 da equipe Haas
Foto: Reprodução/Motorsport.com - All - Matérias

A equipe Haas confirmou a escolha do piloto brasileiro Rafael Câmara para sua estreia na Fórmula 1 durante o Grande Prêmio de São Paulo. A decisão, anunciada pelo chefe de equipe Ayao Komatsu, foi pautada no que ele definiu como “profissionalismo” e no “melhor interesse” do time, priorizando o desempenho do jovem piloto.

Komatsu esclareceu que o termo “profissionalismo” não implica em qualquer falha por parte de Ryo Hirakawa, que também era uma opção para a vaga. Hirakawa, piloto reserva da Haas, havia retornado ao cockpit no GP do México, a partir do Treino Livre 3, após um desentendimento envolvendo Esteban Ocon na sexta-feira daquele fim de semana.

No México, Hirakawa teve um ritmo médio sete décimos mais lento que seu companheiro de equipe, Oliver Bearman. Contudo, ele conseguiu pontuar devido a três punições aplicadas a rivais após a corrida, e Komatsu elogiou o progresso do compatriota japonês ao longo da prova. Apesar de Hirakawa estar focado na final do WEC em Monza neste fim de semana, onde pode conquistar seu terceiro título mundial com a Toyota, ele ainda era considerado para Interlagos.

Profissionalismo e desempenho em testes

A escolha por Câmara, já contratado pela Haas para a temporada de 2027, teve um momento crucial em testes realizados em Portimão. Na ocasião, o brasileiro superou Hirakawa em uma disputa direta por um assento no próximo ano. Komatsu admitiu os riscos inerentes a colocar um estreante, mas a performance de Câmara o convenceu.

“O que vi em Portimão, quando fizemos a disputa direta, como ele se comportou, como conteve toda a pressão, como criou o ambiente que lhe permitiu se concentrar e render, simplesmente tudo em torno disso, além do tempo de volta puro que ele fez – que foi impressionante – tudo em torno disso, para mim, foi muito impressionante e uma abordagem tão madura”, declarou Komatsu. Ele acrescentou que conversas posteriores com Câmara reforçaram sua convicção na capacidade do piloto de lidar com a pressão e focar no que pode entregar.

Komatsu reiterou que suas decisões como chefe de equipe são tomadas exclusivamente “pelo melhor interesse desta equipe”. Ele afirmou que, apesar de não serem fáceis, todas as escolhas são “totalmente profissionais”, inclusive a comunicação feita a Ryo Hirakawa sobre a decisão.

Para as três últimas etapas da temporada de Fórmula 1, no Catar e em Abu Dhabi, a Haas ainda não definiu a escalação. Rafael Câmara, que atualmente lidera o campeonato da Fórmula 2, deve competir nesta categoria nos GPs do Oriente Médio.