sexta-feira, 30 de outubro de 2026
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George Russell garante que temporada atual da F1 não vai definir sua carreira

Britânico da Mercedes enfrenta a iminente conquista do título mundial pelo companheiro Kimi Antonelli.

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George Russell em ação com seu carro da Mercedes durante o Grande Prêmio do México de Fórmula 1
Foto: Reprodução/Motorsport.com - All - Matérias

George Russell, piloto da Mercedes na Fórmula 1, afirmou nesta quinta-feira (29) no México que a temporada de 2026, na qual seu companheiro de equipe Kimi Antonelli está prestes a conquistar o título mundial, não definirá sua carreira. O britânico destacou que os desafios enfrentados ao longo do ano o tornarão mais forte, apesar das oscilações de desempenho e problemas de confiabilidade do carro.

Considerado um dos favoritos ao campeonato após bons resultados pela Williams e pela Mercedes, Russell não atendeu às expectativas. Ele chega ao Grande Prêmio do México precisando de uma vitória para adiar a consagração de Kimi Antonelli, que pode se tornar o campeão mais jovem da história da Fórmula 1.

A performance de Russell foi impactada por questões de confiabilidade do carro e pelo desempenho superior de Antonelli. Enquanto o piloto italiano acumulou nove vitórias em seu segundo ano na categoria, Russell conquistou apenas três triunfos, incluindo uma vitória dominante na abertura do campeonato na Austrália.

Durante o dia de mídia do GP do México, Russell citou exemplos de longevidade e sucesso na categoria, como seu ex-companheiro de equipe Lewis Hamilton, de 41 anos, e Fernando Alonso, da Aston Martin, de 44 anos. Ele argumentou que a não conquista do título nesta temporada não significa o fim de seu sonho de ser campeão.

“Provavelmente aprendi mais sobre mim mesmo este ano do que gostaria, para ser sincero”, admitiu Russell. “Os altos e baixos pelos quais passamos no esporte são imensos, e isso porque todos nós nos importamos muito com o que estamos fazendo. Mas eu me lembro que tenho 28 anos. Lewis conquistou a maioria de seus títulos na casa dos 30, e este ano definitivamente não vai definir minha carreira como um todo. Isso não vai me destruir. Se alguma coisa, vai me tornar mais forte.”

O britânico expressou orgulho por sua resiliência, destacando sua capacidade de se recuperar de momentos difíceis na temporada. Contudo, ele notou um padrão de ter uma corrida ruim logo após uma boa performance, o que ele pretende analisar. “Tenho muito orgulho da minha resiliência e de como me recuperei de momentos muito difíceis e, na verdade, nos meus piores momentos desta temporada, geralmente me recuperei de forma muito, muito forte — e então tive outra corrida ruim logo depois de uma boa.”

Russell reforçou que, apesar dos tropeços, teve mais anos de sucesso em sua carreira e que este período de instabilidade não representa o fim de sua jornada. “Ainda tenho uns bons 12 a 15 anos pela frente”, projetou.

Mesmo com o campeonato praticamente definido para Antonelli, Russell está focado em usar as últimas corridas para superar as dificuldades e encerrar a temporada de 2026 em alta, visando a disputa de 2027.

Questionado sobre o exemplo de Nico Rosberg, que venceu as três últimas corridas de 2015 antes de ser campeão em 2016, Russell reconheceu a importância de buscar consistência. Ele citou a pole position por oito décimos e a vitória no Azerbaijão, seguida por um oitavo lugar na corrida seguinte, como prova da oscilação.

“Nunca tive uma temporada como esta na minha carreira, em que o desempenho tenha oscilado tanto, e sei que o potencial está lá, porque não dá para ter um desempenho como aquele em Baku se você tivesse, digamos, perdido o jeito”, explicou. “É só que estamos tendo dificuldade para manter uma alta taxa de acertos. Pessoalmente, nunca passei por isso na minha carreira, e acho que essa provavelmente será a minha prioridade nessas últimas corridas.”