segunda-feira, 26 de outubro de 2026
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Max Verstappen critica problemas recorrentes da Red Bull na Fórmula 1

O piloto holandês expressou frustração com a estratégia de pneus, a unidade de potência e falhas na comunicação da equipe em Austin.

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Max Verstappen dirigindo o carro da Red Bull Racing em uma pista de Fórmula 1
Foto: Reprodução/Motorsport.com - All - Matérias

Max Verstappen, piloto da Red Bull Racing, expressou forte frustração com uma série de problemas recorrentes enfrentados pela equipe durante o Grande Prêmio dos Estados Unidos de Fórmula 1, realizado no Circuito das Américas, em Austin. Apesar de conquistar seu décimo pódio na temporada de 2026, o holandês criticou falhas na estratégia, no desempenho da unidade de potência, nas largadas e na comunicação via rádio.

Verstappen relatou que “muitas pequenas coisas deram errado” ao longo da corrida. No sábado, após um Q2 promissor que sugeria ritmo para a pole position, ele perdeu aderência de forma inexplicável no Q3. Durante a prova, a equipe não conseguiu otimizar o uso dos pneus, com os compostos macios não apresentando o desempenho esperado e a ordem dos stints sendo inadequada. Ele observou que pilotos com pneus mais duros ganhavam aderência, e a Red Bull não reagiu a tempo.

O piloto também apontou inconsistências na unidade de potência. Segundo ele, o comportamento do motor nas curvas variava a cada volta, dificultando a manutenção de um ritmo constante e a consistência no carro. Além disso, uma parada nos boxes lenta contribuiu para a série de contratempos.

Laurent Mekies, chefe de equipe da Red Bull, reconheceu que o gerenciamento dos pneus macios, um ponto forte do RB22 em corridas anteriores, não funcionou em Austin, provando o oposto do esperado. A equipe também respondeu a reclamações de Verstappen sobre o motor com sugestões de frenagem.

Problemas Recorrentes

Dois aspectos problemáticos que vêm incomodando a Red Bull ao longo da temporada de 2026 são as largadas e a comunicação por rádio. Verstappen descreveu as largadas da equipe como consistentemente abaixo do esperado, embora sua partida em Austin não tenha sido pior que a média.

A comunicação por rádio se tornou um “desastre” para Verstappen. No GP dos Estados Unidos, ele não conseguia ouvir Tom Hart, seu engenheiro de corrida para o fim de semana, que estava construindo uma relação de trabalho para o futuro. Problemas semelhantes já haviam ocorrido em outras corridas, incluindo Singapura, onde o engenheiro Gianpiero Lambiase não conseguia ouvi-lo, exigindo comunicação codificada. Verstappen chegou a brincar que talvez a equipe devesse usar linguagem de sinais, dado o número de falhas.

Todos esses fatores impediram a Red Bull de extrair o potencial máximo do RB22 no Texas. A equipe admitiu que, em termos de ritmo absoluto, Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes, teve uma vantagem. A frustração de Verstappen, contudo, concentrou-se no fato de a Red Bull não ter atingido o nível que havia estabelecido como meta.