domingo, 25 de outubro de 2026
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Toto Wolff avalia dividir cargo na Mercedes entre duas ou três pessoas

O chefe de equipe e CEO da escuderia de Fórmula 1 detalhou em podcast como planeja a sucessão para garantir a estabilidade do time a longo prazo.

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Toto Wolff em uma corrida de Fórmula 1, com o carro da Mercedes ao fundo
Foto: Reprodução/Motorsport.com - All - Matérias

Toto Wolff, chefe de equipe e CEO da Mercedes na Fórmula 1 desde 2013, está avaliando dividir suas funções operacionais entre duas ou três pessoas para garantir a estabilidade da escuderia a longo prazo. A revelação foi feita recentemente durante sua participação no podcast Cheeky Pint, onde o austríaco detalhou seu plano de sucessão em meio ao desgaste físico imposto por um calendário de 24 corridas.

Wolff, que guiou a equipe de Brackley a um período de domínio sem precedentes, enfatiza que seu foco principal é o bem-estar da “família” Mercedes e a continuidade do sucesso, e não a construção de um legado pessoal. “Para mim, não é importante, sabem, deixar um legado… para mim é importante fazer o que é melhor para a família e fazer o que é melhor para a equipe e isso significa olhar para a estrutura daqui para a frente em que esta equipe possa viver sem mim,” explicou o dirigente.

Divisão de tarefas na Mercedes

O dirigente da Mercedes-AMG Petronas Formula One Team ressalta que seu papel atual, que engloba tanto a chefia da equipe quanto a posição de CEO da divisão de esporte a motor, é complexo demais para ser assumido por uma única pessoa. A carga de trabalho envolve desde a supervisão técnica até negociações comerciais e a gestão de pilotos.

“Acredito que o meu trabalho será dividido entre duas ou três pessoas que estou avaliando neste momento e que acredito que já estão fazendo um ótimo trabalho com todos os seus pontos fortes em várias áreas,” confirmou Wolff. Ele busca profissionais que já atuam na equipe e possuem qualidades complementares para as diversas responsabilidades.

A Fórmula 1 já presenciou, ainda que brevemente, uma estrutura de liderança dividida na Mercedes no final de 2023. Naquela ocasião, Toto Wolff esteve ausente dos Grandes Prêmios do Japão e do Catar devido a uma cirurgia no joelho. As funções operacionais na pista foram temporariamente assumidas por Bradley Lord, então Diretor de Comunicação e hoje chefe de equipe adjunto, e por Jerôme d’Ambrosio, antigo responsável pelo desenvolvimento de jovens pilotos e atualmente na Ferrari.

O futuro papel de Wolff como proprietário

Como Toto Wolff detém uma participação significativa de 33% na equipe de Fórmula 1, ao lado da INEOS e da Mercedes-Benz, sua saída do cargo operacional não significa um afastamento completo do paddock. Ele considera assumir uma posição de “presidência executiva ou não executiva”, mas com a condição de não interferir nas operações diárias da equipe.

“Uma rutura limpa provavelmente não é possível se eu continuar a ser proprietário… por isso, esse tipo de presidência executiva ou não executiva é algo que pode acontecer, mas tem de acontecer de uma forma muito precisa porque não se pode ficar à margem e interferir nos assuntos diários,” observou o austríaco. Ele reforça a importância de definir claramente seu papel para evitar o cenário comum no esporte profissional, onde antigos chefes acabam prejudicando seus sucessores ao questionar decisões estratégicas.

Wolff se mostrou firme ao afirmar que não se tornará um gestor tóxico. “É preciso saber exatamente qual é o seu papel e isso não significa disparar críticas de fora e ser aquele que se senta na bancada e diz que vocês fizeram asneira… não se pode ligar diretamente aos pilotos… Não se trata de interferir nos assuntos diários e é assim que eu procuraria estar no futuro,” prometeu o chefe da Mercedes.