Vitória bate Jacuipense nos pênaltis e confirma Ba-Vi na final do Baianão 2026

Com um jogador a menos desde os 15 minutos, Rubro-Negro segura o empate no tempo normal e carimba a vaga na marca da cal; torcida no Barradão protestou contra a arbitragem
Por:
01/03/2026
Renato Kayzer
Foto: Victor Ferreira I EC Vitória

O domingo (1º) foi de teste para o coração do torcedor rubro-negro no Barradão. Em uma partida dramática, marcada por expulsão precoce e muita reclamação contra o apito, o Vitória venceu o Jacuipense nos pênaltis por 4 a 2, após empate por 1 a 1 no tempo normal. Com o resultado, o Leão espanta a zebra e garante o clássico Ba-Vi na grande final do Campeonato Baiano 2026, já que o Bahia eliminou o Juazeirense no sábado.

O jogo começou parecendo que seria uma goleada. Com apenas 2 minutos, Matheuzinho furou o chute, mas acabou dando uma assistência involuntária para Renato Kayzer, que não perdoou e mandou para o fundo das redes: 1 a 0. Porém, o clima de festa azedou aos 15 minutos. Após revisão do VAR, o árbitro Wagner Francisco Silva Souza expulsou Caíque Gonçalves por agressão a Pedro Henrique, deixando o Leão com um a menos e a torcida ensandecida aos gritos de “ladrão”.

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Com a vantagem numérica, o Jacuipense cresceu e começou a bombardear a meta de Lucas Arcanjo, que chegou a desviar uma bola no travessão. O castigo veio aos 20 minutos do segundo tempo: Alison Daniel fez bela jogada e cruzou para o próprio Pedro Henrique cabecear livre para empatar o duelo. O Vitória sentiu o golpe, passou a errar domínios e viu o time de Riachão do Jacuípe amarrar o jogo para levar a decisão aos pênaltis.

Na hora da verdade, a mística do Barradão falou mais alto. O Vitória foi mais eficiente nas cobranças, fechou a contagem em 4 a 2 e transformou a apreensão em explosão de alegria. Apesar da atuação desastrosa da arbitragem, que rendeu cartões até por reclamação no intervalo, o Leão mostrou raça para manter a tradição da dupla Ba-Vi contra os times do interior em fases de mata-mata.